Publicado 08 de Julho de 2016 - 5h30

A pressão externa do Ministério Público (MP) e a cobrança interna de dirigentes e oposição fazem o São Paulo "pensar" em romper a relação com as torcidas organizadas. A confusão causada por membros da Independente do lado de fora do Morumbi após o jogo da última quarta-feira pela Copa Libertadores pode ter sido o estopim para uma mudança de vínculo.

O presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, já não estaria mais resistente à ideia de manter a proximidade com as facções. No começo deste ano, o dirigente afirmou que ajudava as organizadas com ingressos e dinheiro para financiar o carnaval. A reflexão veio após um tumulto na saída do estádio terminar com três torcedores atendidos no ambulatório do Morumbi com ferimentos, 16 policiais machucados e 10 pessoas detidas. O São Paulo disse acompanhar os relatos sobre o incidente e lamenta o ocorrido.

"Uma das coisas que ajudariam no combate às organizadas é os clubes pararem de dar ingressos. Algumas fazem o que fazem porque não se põe limites", disse ontem o promotor do Juizado do Torcedor do MP, Paulo Castilho.

Segundo a Polícia Militar e testemunhas, o tumulto começou pela presença do lado de fora do estádio de membros da torcida organizada, que estavam sem ingresso. Irritados com a derrota para o Atlético Nacional por 2 a 0 e a saída de torcedores antes do apito final, eles começaram a atacar ambulantes e a roubar são-paulinos. (Estadão Conteúdo)