Publicado 25 de Julho de 2016 - 21h24

Por João Nunes/Especial para o Correio Popular

Cena do filme 'A Terra e a Sombra', do colombiano Cesar Augusto Acevedo

Divulgação

Cena do filme 'A Terra e a Sombra', do colombiano Cesar Augusto Acevedo

O horário é ruim, mas grave 'A Terra e a Sombra', do colombiano Cesar Augusto Acevedo (2015), que o Telecine Cult exibe nesta terça-feira (26), à meia-noite. Algo muito importante aconteceu no, até então, inexpressivo cinema colombiano nos últimos anos: leis para os audiovisuais foram incrementadas de modo que o país saiu de uma produção de dois filmes ao ano, 14 anos atrás, para sessenta em 2015. E mais: passou a ganhar prêmios no Exterior. O mais recente (e o mais importante da história do cinema colombiano) foi o Câmera de Ouro no Festival de Cannes, em maio do ano passado, justamente, com 'A Terra e a Sombra', do jovem diretor de 28 anos (seu primeiro longa).

O próprio cineasta classifica o filme como duro e triste. Afinal, se trata da história melancólica de um pai que visita o filho à beira da morte vitimado pelo ar tóxico de uma usina de cana. Trata do fim do ciclo histórico de família de trabalhadores rurais. “Tudo chega tarde demais naquele lugar, a começar do pai ausente que retorna e da terra que se desvalorizou”, resume,na entrevista que fiz com ele.

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João Nunes/Especial para o Correio Popular