Publicado 22 de Julho de 2016 - 23h37

Por Agência Anhanguera de Notícias

Faltam pouco mais de 20 dias para o prazo final estipulado pelo TSE para o registro dos candidatos a prefeito. No entanto, o registro no cartório eleitoral não é garantia que o político estará apto a disputar a eleição. Vários candidatos da região deverão receber pedidos de impugnação dos rivais e a Justiça Eleitoral é que vai decidir. Para evitar que a batalha judicial se arraste até depois da eleição, o candidato que não tiver seu registro até 20 dias do pleito terá que abandonar a disputa.

Mistério

Em Campinas, o ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) não se cansa de dizer que tem interesse em disputar a eleição, apesar de estar inelegível até 2024.

A convenção do diretório de Campinas do PDT está marcada para o próximo sábado, dia 30. O partido garante que terá candidato a prefeito, mas faz mistério e não se pronuncia sobre quem irá encabeçar a chapa. A demora é mais um indício de que Hélio pode colocar seu nome na corrida eleitoral.

FRASE

"Na minha campanha eu procurei sempre pagar valor que achava que devia. Se houve pagamento (de caixa 2), não foi com meu conhecimento." - Da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), sobre a acusação de João Santana da prática de caixa 2 em sua campanha.

Sem chance

Apesar da disposição de Hélio, especialistas em Direito Eleitoral duvidam que sua candidatura seja aceita pela Justiça. Além de ter sido cassado, ele teve as contas de três anos de sua administração reprovadas pela Câmara.

Dúvida

Outro pré-candidato da região que poderá ter problemas para registrar a candidatura é o prefeito de Paulínia, José Pavan Júnior (PSDB). O caso dele, porém, é mais complexo. Pavan Júnior foi prefeito de 2008 a 2012 e concorreu à reeleição, mas foi derrotado nas urnas. O tucano tomou posse porque a Justiça considerou a candidatura de Edson Moura Júnior (PMDB) irregular, mas foi afastado do cargo e só retornou definitivamente no ano passado.

E agora?

A grande dúvida é se a Justiça vai considerar que este é o segundo mandato consecutivo de Pavan Júnior, o que inviabilizaria sua candidatura. A defesa do prefeito alega que ele perdeu a disputa nas urnas e assumiu um mandato tampão, portanto pode disputar a cadeira mais uma vez. De qualquer maneira, a certeza é que a briga será grande.

Acirrada

Por falar em Paulínia, a disputa na cidade promete ser intensa. Além do atual prefeito, estão confirmados na disputa Dixon de Carvalho (PP), Adilson Palito (SD), Tuta Bosco (PPS) e Sandro Caprino (PRB). Sem a presença do clã Moura, a eleição deve ser uma das mais concorridas dos últimos anos.

Disputa embolada

Pré-candidato a prefeito de Hortolândia, o deputado estadual Angelo Perugini (PDT) selou a aliança com o PTB e terá como vice o vereador Zezé. Perugini terá como principal adversário o atual prefeito e ex-aliado, Antonio Meira (PT), que foi secretário de sua gestão na Prefeitura.

Do outro lado

Ex-mulher de Angelo Perugini, a deputada federal Ana Perugini (PT) é uma das principais apoiadoras de Meira, e inclusive participou do evento de lançamento da pré-candidatura do atual prefeito.

Polêmica olímpica

A passagem da tocha olímpica por Americana, na última quarta-feira, causou polêmica na cidade. Correram boatos que a ação trouxe prejuízos à Prefeitura. A Administração se apressou em desmentir a informação e garantiu que não teve nenhuma despesa com a passagem da tocha olímpica. A cidade vive uma das mais graves crises financeiras da sua história e a Prefeitura tem pago o salário dos servidores com atraso e de forma parcelada. O funcionalismo está em greve desde a semana passada.

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