Publicado 19 de Julho de 2016 - 16h19

Eduardo Gregori

Cedoc/RAC

Eduardo Gregori

Existe algo mais frustrante para um portador de passaporte brasileiro em viagem à Europa do que ter que enfrentar longas filas na imigração? Confesso que, muitas vezes saio correndo do avião para não ter que ficar plantado esperando até que um mar de gente na minha frente seja admitida pelas autoridades.

Nessas horas, dá aquela vontade de ter passaporte europeu. Normalmente, as filas são bem menores. Além disso, vários países do continente, assim como nos EUA, estão implantando e-gates, cujo processo de imigração é automatizado. Nesses então, normalmente não há filas.

Após 10, 12 horas de voo na classe econômica, a gente quer mais é esticar o corpo, respirar ar puro e correr para o hotel. Em minha última viagem ao Velho Continente, quase perco o voo porque na fila para a saída do país — que teoricamente anda mais rápida que no sentido inverso — haviam mais de mil pessoas. Isso mudará, pelo menos para nós, brasileiros, ao desembarcarmos em Lisboa. Recentemente, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal anunciou que os viajantes com passaporte brasileiro passarão a ter, a partir deste mês, passagem rápida pelo sistema de controle nos aeroportos portugueses. Atualmente, a utilização do sistema Rapid (Reconhecimento Automático de Passageiros Identificados Documentalmente) de controle de fronteiras é reservada apenas aos cidadãos portugueses e da União Europeia.

Os detentores de passaportes emitidos no Brasil poderão acessar o sistema, que efetua a leitura do documento sem intervenção humana direta.