Publicado 25 de Julho de 2016 - 22h50

Por Jaqueline Harumi

Parados: 70% dos funcionários continuaram trabalhando

César Rodrigues/AAN

Parados: 70% dos funcionários continuaram trabalhando

Trabalhadores de quatro empresas da CPFL Energia entraram em greve nesta segunda-feira, mas suspenderam o movimento no fim da tarde, mantendo o estado de greve até a realização da audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas, que está marcada para esta quarta-feira, às 10h. “Nós temos na proposta que a recomposição salarial deveria ser pelo índice de custo de vida do Dieese, que seria de 9,44%, mais 3% de aumento real a partir da data-base, em 1º de junho. O vale-alimentação ou refeição pela inflação oficial, em 11,36%, mais 3% de aumento real, e ela trouxe para negociação 9,32%, que é o menor dos quatro indicadores oficiais, no caso o IPCA, para tudo”, justifica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia) em Campinas, Carlos Alberto Alves.

Segundo os dirigentes do Sinergia, o movimento grevista envolve cerca de 4 mil eletricitários das distribuidoras Paulista e Piratininga e das geradoras Geração e Brasil, em 17 municípios. Além de Campinas, houve mobilização em Americana, Sumaré, Piracicaba, Itapira, Lins, Marília, Bauru, Jaú, Botucatu, Franca, São Carlos, Jaboticabal, São Joaquim da Barra, Araraquara, Barretos e Araçatuba. Apesar da mobilização, por determinação judicial 70% dos trabalhadores continuaram trabalhando ontem com atendimento de 100% da demanda.

A CPFL Paulista afirmou que respeita o movimento que tenha respaldo na legislação brasileira e não adotará sanções, ressaltando que realizou seis rodadas de negociação e está convicta de que a proposta atende aos critérios da legislação vigente e contempla regras claras, objetivas e mensuráveis dentro dos limites financeiros e econômicos da concessionária.

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Jaqueline Harumi