Publicado 25 de Julho de 2016 - 20h54

Por Lauro Sampaio

Na campanha do ano passado, Campinas contou com 163 locais de vacinação

Dominique Torquato/ AAN

Na campanha do ano passado, Campinas contou com 163 locais de vacinação

A Secretaria de Saúde de Campinas informou que ainda aguarda diretrizes para o desenvolvimento da campanha de vacinação contra a poliomelite deste ano, que foi adiada pelo Ministério da Saúde por causa da realização da Olimpíada.

De acordo com a pasta, a campanha tradicionalmente ocorre em agosto, mas seu início foi programado para 19 de setembro, atendendo pedido das secretarias estaduais da Saúde. Até agora, no entanto, segundo a secretaria, nenhuma informação sobre os trabalhos foi fornecida oficialmente. Na campanha do ano passado, Campinas contou com 163 locais de vacinação e no primeiro dia da campanha vacinou 34,4% do público-alvo ou 39.757 crianças. Por isso, a imunização teve que ser prorrogada até 10 de setembro.

Segundo a enfermeira coordenadora do programa de Imunização da Prefeitura de Campinas, Valéria Mello Jardini, foram imunizadas 51.403 crianças no município em todo o ano passado. A expectativa era atingir 60 mil crianças. A coordenadora disse ainda que assim que a pasta receber os informes técnicos com o público alvo da campanha deste ano será realizada uma estimativa da população a ser vacinada.

Além da mudança da data este ano, o Ministério da Saúde alterou o esquema de vacinação porque só serão imunizadas as crianças entre seis meses e cinco anos de idade incompletos que não receberam as cinco doses da vacina.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde disse que as metas de vacinação tanto em Campinas como na Regional podem ter sido atingidas porque os municípios têm autonomia para prosseguirem a vacinação, mesmo depois do encerramento oficial das campanhas. “Esses dados ainda não foram inseridos no nosso sistema, inclusive o do município de Campinas”, disse a assessoria.

Sem mudanças

Segundo o Ministério da Saúde, a mudança no início da data não comprometerá a saúde das crianças nem os efeitos da dose da vacina aplicada em 20 de junho. O ministério informou que a decisão tem como objetivo evitar uma sobrecarga no sistema de atenção básica, porta de entrada para os pacientes com suspeita de gripe, e facilitar que a vacinação ocorra num cenário mais tranquilo, atendendo ainda um pleito das secretarias estaduais da Saúde.

Nesta próxima campanha de imunização, apenas crianças de seis meses a cinco anos de idade que não tenham completado o esquema vacinal contra a poliomelite serão vacinadas. Até a campanha do ano anterior, todos dessa faixa etária tomavam reforço anual da vacina, como forma de evitar que alguns ficassem sem a dose.

Desde o começo deste ano, o cronograma vacinal contra a pólio passou a ser em três doses da vacina injetável — aos 2, 4 e 6 meses — e mais duas doses de reforço com a vacina oral, conhecida como gotinha, aos 15 meses e aos 4 anos. Na campanha que começa em setembro deste ano, só deverão ser imunizadas as crianças que não tomaram as cinco doses.

No ano passado, o público-alvo infantil recebia duas doses injetáveis, aos 2 meses e aos 4 meses de vida. Aos 6 meses, aos 15 meses e anualmente até os 5 anos de idade eram doses orais. Em nota, o Ministério da Saúde ressaltou que a variação do mês da campanha não prejudica a imunização, pois a doença está erradicada no País desde 1990. Em Campinas, a poliomelite está erradicada desde 1982, e no Estado de São Paulo desde 1988. 

Escrito por:

Lauro Sampaio