Publicado 24 de Julho de 2016 - 22h12

Por Alenita Ramirez

Majori Nascimento desenvolve um projeto de contação de histórias para crianças carentes:

Patrícia Domingos/ Especial para a AAN

Majori Nascimento desenvolve um projeto de contação de histórias para crianças carentes: "O meu desejo é mudar a realidade da nossa cultura, pois atualmente o brasileiro lê pouco"

“A meta da maioria dos jovens é chegar aos 30 anos de idade com R$ 1 milhão em patrimônio. Já eu quero chegar nessa idade com um milhão de pessoas impactadas no meu projeto”, diz a estudante Majori Nascimento, de 17 anos, estudante do 2º ano do Ensino Médio em Campinas.

A jovem desenvolve um projeto de contação de histórias para crianças carentes e é uma dos 10 brasileiros selecionados por um grupo de estudantes de Harvard para receber um treinamento de uma semana na universidade. Mas o sonho da estudante se esbarra na falta de dinheiro. Ela precisa de R$ 12 mil para bancar as despesas com viagens, passaporte e outras.

Para angariar o montante, ela se inscreveu no site http://www.juntos.com.vc/pt/contarecompartilhar , no qual as pessoas podem contribuir com o que podem. O valor mínimo da doação é R$ 20. Majori tem 17 dias para arrecadar o fundo, já que o site estabeleceu o prazo de 30 dias para a arrecadação. Até dia 11, ela tinha conseguido R$ 1.220 mil. “Eu gostaria muito de ir neste curso, pois vai me ajudar a melhorar o meu projeto. O meu desejo é mudar a realidade da nossa cultura, pois atualmente o brasileiro lê muito pouco. Temos que aprender e gostar de ler desde criança e o contação de história incentiva as crianças a lerem” , diz a adolescente.

Filha da faxineira Sônia, de 49 anos, e do aposentado por invalidez José Gomes, de 61 anos, e filha caçula de dois irmãos, a jovem sempre estudou na rede pública. Sua incentivadora, Vânia Furtado, foi professora nos primeiros anos do ensino fundamental da rede municipal de ensino. “Ela provocava a leitura e me ensinou o quanto é bom ler. Aprendi muito e que quero passar isso para outras crianças” , diz. “A Marjori sempre se destacava nas leituras. Ela criava e contava histórias para os amigos" , comenta Vânia, que também foi uma contadora de história.

Em 2014, a jovem participou de um curso de nove meses na Academia Educar.

Ela aprendeu liderança, cidadania e protagonismo. A garota chegou a ser monitora do projeto Educar no ano passado. Foi durante o curso que ela desenvolveu o Contar e Compartilhar . "Vi nas redes sociais sobre o Brasilitas de Havard e escrevi o meu projeto. A seleção é muito gratificante”, disse Marjori que também tem que se preocupar para ser selecionada no projeto Jovem Aprendiz para conseguir um emprego que ajude nas despesas da casa. Como não tem condições financeiras, a jovem estuda inglês em casa.

Harvard

A Universidade Harvard, localizada em Cambridge, Massachusetts, Estados Unidos, e uma das mais prestigiadas do mundo.Fundada em 1636 pela Assembleia Estadual de Massachusetts, logo depois foi nomeada em homenagem a John Harvard, seu primeiro benfeitor.

Pedido

“Olá, eu sou a Marjorie. Tenho 17 anos, estou cursando o segundo ano do ensino médio na E.E. Miguel Vicente Cury, em Campinas. Como sou contadora de histórias, hoje vou contar a minha para vocês. Em 2014, algo me tirou da zona de conforto: a Academia Educar DPaschoal, um projeto que desenvolve o protagonismo juvenil. Durante essa jornada, assumi o papel de contadora de histórias pela primeira vez e me senti muito à vontade. Percebi que essa ferramenta me ajudaria a mudar a mundo.

Para continuar contando histórias, no final de 2015, busquei novos apoiadores. Fui selecionada pelo programa Brasilitas para ocupar uma das 10 vagas distribuídas por todo o Brasil e ter mentores estudantes de Harvard.

Contar e Compartilhar é o nome do meu projeto de contação de histórias. Com o apoio dos meus colegas de Harvard, desenvolvi duas oficinas: Contação com os alunos; e para os professores a Oficina Compartilhar, onde compartilho algumas técnicas de contação de histórias. Com meu violão, adereços, muita imaginação e criatividade, encantei mais de 3 mil alunos e 70 professores em menos de um ano.

Para conseguir maior visibilidade, potencializar o projeto e continuar estimulando o gosto pela leitura, pretendo ir para Harvard, além de realizar o sonho de conhecer meus mentores, quero apresentar o que faço aqui e adquirir ferramentas que fortaleçam o Contar e Compartilhar para aumentar o impacto social.

Venho de uma família simples que sempre incentivou meus estudos e me apoiou. Peço a sua doação, porque infelizmente, não tenho condições financeiras para arcar com as despesas da viagem e os materiais para as oficinas. Mas se você não puder doar, também pode me ajudar, divulgando e compartilhando.

Venha fazer parte do meu sonho. Eu sei que sozinhos conseguimos alcançar nossos objetivos, mas juntos vamos além.

Com R$ 5 mil consigo comprar materiais para impulsionar o projeto, com R$ 8 mil consigo realizar também a viagem e com R$ 12 mil consigo impulsionar o projeto, realizar a viagem e fazer mais contações nas escolas públicas de Campinas.”

ELA FAZ UM PEDIDO

“Olá, eu sou a Majorie. Tenho 17 anos, estou cursando o segundo ano do ensino médio na E.E. Miguel Vicente Cury, em Campinas. Como sou contadora de histórias, hoje vou contar a minha para vocês. Em 2014, algo me tirou da zona de conforto: a Academia Educar DPaschoal, um projeto que desenvolve o protagonismo juvenil. Durante essa jornada, assumi o papel de contadora de histórias pela primeira vez e me senti muito à vontade. Percebi que essa ferramenta me ajudaria a mudar a mundo.

Para continuar contando histórias, no final de 2015, busquei novos apoiadores. Fui selecionada pelo programa Brasilitas para ocupar uma das 10 vagas distribuídas por todo o Brasil e ter mentores estudantes de Harvard.

Contar e Compartilhar é o nome do meu projeto de contação de histórias. Com o apoio dos meus colegas de Harvard, desenvolvi duas oficinas: Contação com os alunos; e para os professores a Oficina Compartilhar, onde compartilho algumas técnicas de contação de histórias. Com meu violão, adereços, muita imaginação e criatividade, encantei mais de 3 mil alunos e 70 professores em menos de um ano.

Para conseguir maior visibilidade, potencializar o projeto e continuar estimulando o gosto pela leitura, pretendo ir para Harvard, além de realizar o sonho de conhecer meus mentores, quero apresentar o que faço aqui e adquirir ferramentas que fortaleçam o Contar e Compartilhar para aumentar o impacto social.

Venho de uma família simples que sempre incentivou meus estudos e me apoiou. Peço a sua doação, porque infelizmente, não tenho condições financeiras para arcar com as despesas da viagem e os materiais para as oficinas. Mas se você não puder doar, também pode me ajudar, divulgando e compartilhando.

Venha fazer parte do meu sonho. Eu sei que sozinhos conseguimos alcançar nossos objetivos, mas juntos vamos além.

Com R$ 5 mil consigo comprar materiais para impulsionar o projeto, com R$ 8 mil consigo realizar também a viagem e com R$ 12 mil consigo impulsionar o projeto, realizar a viagem e fazer mais contações nas escolas públicas de Campinas.”

Escrito por:

Alenita Ramirez