Publicado 23 de Julho de 2016 - 17h36

Por Jaqueline Harumi

Software funciona com sistema de cores que imita semáforo: velocidade

Carlos Sousa Ramos

Software funciona com sistema de cores que imita semáforo: velocidade

Três publicitários desenvolveram em Campinas o aplicativo de segurança iOkay, o primeiro do mercado brasileiro a funcionar em tempo real mesmo sem conexão com a internet e que promete trazer tranquilidade a quem for aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, além de estar presente em outras 17 cidades em 11 estados do País. A ferramenta permite, entre outras funções, que o usuário solicite o status de segurança de um contato cadastrado, dispare seu status para seus contatos pré-selecionados e seja avisado quando estiver em uma área de risco. Segundo um dos desenvolvedores, Gustavo da Silveira Marques Pereira, das seis cidades mapeadas em São Paulo, metade está na Região Metropolitana de Campinas: Americana, Campinas e Santa Bárbara d’Oeste.

Campinas teve oito áreas de risco identificadas, enquanto a cidade do Rio de Janeiro teve 17 pontos considerados perigosos. Foram apontados como locais de risco a Avenida Barão de Itapura na região da Rua Dr. Delfino Cintra e da Avenida Brasil, o trecho da Avenida Orozimbo Maia próximo ao acesso para a Avenida Senador Saraiva, a Rua Mogi Guaçu perto da Norte-Sul, a Avenida Julio Diniz na região da Lagoa do Taquaral, as regiões de acesso ao Campus I da PUC-Campinas e à Unicamp e entre as avenidas Albino José Barbosa de Oliveira e Santa Isabel, em Barão.

No Estado, foram mapeadas ainda as cidades de Piracicaba, São Paulo e São José dos Campos. O iOkay está disponível gratuitamente no Play Store e a App Store desde o início do ano em uma versão beta, ou seja, que ainda está em fase de desenvolvimento e testes. No entanto, já obteve entre 13 mil e 15 mil downloads, sendo 10 mil somente pelos usuários de smartphones com o sistema Android, segundo os desenvolvedores, que esperam lançar em poucos meses a versão final com a comercialização onl-ine de acessórios vinculados como um botão de pânico e uma pulseira para monitoramento da saúde e do bem-estar.

De acordo com a investidora-anjo do iOkay, a publicitária Simone Rodrigues, o aplicativo foi baixado inclusive em outros países, com destaque para Rússia, Venezuela, Colômbia, Alemanha e Reino Unido. “Começou a entrar uma demanda muito grande de estrangeiros interessados em ter informações de áreas de risco no Brasil”, comenta Simone, que uniu o interesse de alavancar sua recém-criada agência de plataformas digitais HYP, da qual é a principal executiva, e concretizar uma utilidade pública. “Quando os meninos me procuraram com a ideia eu achei bastante interessante, porque as pessoas precisam de ferramentas que as auxiliem porque a polícia não dá conta.”

A necessidade de uma ferramenta de segurança prática para o celular foi o que motivou os desenvolvedores. “Temos o WhatsApp para nos mantermos informados sobre familiares e amigos, mas em uma situação de risco é impossível entrar e enviar um mensagem. O iOkay é eficiente nessa situação”, explica Gustavo Pereira.

Escrito por:

Jaqueline Harumi