Publicado 22 de Julho de 2016 - 23h14

Por Inaê Miranda

Alexandre Lapenna de Oliveira, da Ortopedia Fubelle, recebeu Cíntia Silvia Gomes para uma avaliação, na clínica que fica no Rua Conceição, a clínica irá doar equipamento para catadora
FOTO: Carlos Sousa Ramos //AAN .

Carlos Sousa Ramos/AAN

Alexandre Lapenna de Oliveira, da Ortopedia Fubelle, recebeu Cíntia Silvia Gomes para uma avaliação, na clínica que fica no Rua Conceição, a clínica irá doar equipamento para catadora FOTO: Carlos Sousa Ramos //AAN .

A dona de casa Cíntia Silva Gomes, de 22 anos, vai ganhar uma prótese para a perna esquerda, que perdeu quando tinha 9 anos durante surfe em um trem. O proprietário da Fübelle, empresa de ortopedia técnica, ofereceu o equipamento sem custos após tomar conhecimento da história pelo Correio.

Nesta sexta-feira, Cíntia foi à clínica, tirou as medidas e em até dois meses deve abandonar as muletas. Ela foi à clínica acompanhada do filho do meio, o Kauã, de 3 anos, e da mãe, Eliane, que não conteve as lágrimas ao ver o sorriso no rosto da filha e a realização de um desejo. Além da liberdade do movimento, Cíntia quer com a prótese poder carregar o filho caçula - de um ano e nove meses - no colo e ajudar a mãe nos trabalhos do dia a dia e com a reciclagem, que garante a renda da família.

E foi justamente esse desejo que tocou o empresário Walter Mathias de Oliveira. “Fiquei muito sensibilizado de vê-la querendo carregar o filho no colo e ajudar a mãe”, disse. “Demonstrou que não é uma pessoa que está acomodada e que está pensando nas crianças, quer fazer a diferença para eles”, acrescentou o fisioterapeuta e gerente de relacionamento Alexandre Lapenna de Oliveira, filho de Walter.

Na clínica, foram tiradas as medidas do coto, que estava ralado em decorrência do atrito com a muleta. Os componentes que serão usados na prótese de Cíntia virão da Islândia, onde está a segunda maior empresa de componentes ortopédicos do mundo. O valor da peça não foi revelado, mas pode custar até R$ 400 mil. Assim que Cíntia tornou pública sua história, a solidariedade veio de muitos lados.

Empresas, médicos e leitores do Correio entraram em contato demonstrando interesse em ajudar com a prótese, cesta básica, roupas, como é o caso do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), que ofereceu doação de uma prótese e acompanhamento com assistente social e da Andbem, além de Organização Não Governamentais.

Escrito por:

Inaê Miranda