Publicado 22 de Julho de 2016 - 22h23

Por Paulo Campos

Apesar da reintegração de posse ter ocorrido na segunda-feira, famílias ainda resistem em deixar área particular

Elcio Alves/AAN

Apesar da reintegração de posse ter ocorrido na segunda-feira, famílias ainda resistem em deixar área particular

A situação da invasão a uma área particular na Rua André de Souza Campos, no Jardim Capivari, região Sudoeste de Campinas, parece longe de se resolver. Desde que a Guarda Municipal (GM) reintegrou o terreno invadido na última segunda-feira, o clima segue tenso.

Nesta sexta-feira, a GM voltou ao local para remover invasores e pontaletes que demarcavam terrenos, mas desistiu diante da presença de muitas mulheres e crianças. Para tentar encontrar uma solução, uma comissão se reuniu com o vereador Carlão do PT na sede da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab).

Um dos pontos acertados é que as famílias deixem o local e se cadastrem no plano habitacional da Cohab-Campinas. No entanto, Eunice Borges, uma das representantes dos invasores presentes na reunião, garantiu que a população não deixará o local até terminar todos os cadastros e dar sequência no plano da Sehab, que é promover um encontro entre o proprietário do terreno e os ocupantes. A ideia é saber se há interesse dele em vender a área.

A Prefeitura, por meio da Coordenadoria Especial de Habitação Popular (Cehap), informou que está identificando os proprietários do terreno e se haverá uma possibilidade de acordo.

Eunice disse que ficou acertado que caso haja algum novo pedido de reintegração de posse, a comissão será avisada antes e tentará um uma prorrogação no prazo até a reunião com o proprietário ser realizada.

Parte dos invasores mora de aluguel na região. A ação deles no terreno é demarcar a área e fazer um cadastro informal com as famílias interessadas em dividir a gleba.

Atualmente apenas dez famílias das 140 que ocuparam a área estão cadastradas.

Para a Prefeitura, os interessados devem optar pelos planos Minha Casa Minha Vida e o Programa Casa Paulista. “Não acreditamos em sorteio. Não queremos entrar na fila. Queremos comprar esse terreno onde já foi usado para desmanche, estupros e está repleto de cobras e ratos”, explicou Eunice.

Escrito por:

Paulo Campos