Publicado 22 de Julho de 2016 - 21h46

Por Shana Maria Maciel Pereira

Após 48 dias, os locais destruídos pelo fenômeno climático microexplosão continuam com os trabalhos de recuperação

Dominique Toquarto/AAN

Após 48 dias, os locais destruídos pelo fenômeno climático microexplosão continuam com os trabalhos de recuperação

Após 48 dias, os locais destruídos pelo fenômeno climático microexplosão continuam com os trabalhos de recuperação. Há lugares como o Educandário Eurípedes, na Avenida Theodureto de Almeida Camargo, onde os serviços permanecem paralisados devido aos estragos causados pela tempestade que atingiu a cidade no dia 5 de junho. Outros pontos afetados foram o condomínio San Conrado, em Sousas, os colégios São José e a Maple Bear, no Parque Taquaral, que ainda passam por reformas.

No Educandário, por exemplo, a creche que atende 220 crianças voltará a funcionar no começo de agosto. De acordo com Feliciano Campos Ursulino, do conselho de gestão da entidade, a reforma do prédio ficou em aproximadamente em R$ 650 mil.

Um dos danos mais relevantes foi no telhado, que está entrando na fase final dos reparos. Na área interna foi refeita toda a parte de hidráulica e elétrica. Algumas salas estão recebendo piso e todo o espaço receberá nova pintura. “Com a solidariedade das pessoas conseguimos a quantia necessária para a recuperação. Ainda falta algumas coisas para organizar e espero que no começo de agosto voltemos a atender as crianças e adolescentes”, afirmou Ursulino.

Na Escola Salesiana São José, no Jardim Nossa Senhora Auxiliadora, as aulas foram normalizadas duas semanas depois do temporal. Segundo a direção, 90% dos reparos estão concluídos, e as 14 salas de aulas danificadas foram prioritárias nos reparos. “Falta terminar a reforma do ginásio e também estamos aproveitando o período das férias para concluir algumas podas nas árvores e reparos no piso externo. Em setembro faremos o replantio de 49 espécies que foram arrancadas”, disse Matheus Carvalho de Almeida.

Em alguns pontos do condomínio San Conrado, em Sousas, o cenário ainda é de devastação. Muitos galhos, troncos de árvores e entulho ocupam as ruas e pedreiros trabalham na recuperação das residências. No balanço realizado pela administração do condomínio cerca de 300 casas foram atingidas. A galharia e o entulho estão sendo recolhidos e levados para o aterro Delta A e a estimativa para a conclusão dos trabalhos é de mais 15 dias, explica o presidente do condomínio Sebá Torres.

“Estamos tentando tirar o ar de desastre das ruas. Mas, muitas casas ainda estão sendo reconstruídas, então é possível ver muito trabalhadores nos locais afetados”, disse. Torres informou que grande parte da flora destruída do condomínio será recomposta em conjunto com o Jaguatibaia Associação de Proteção Ambiental e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Na Escola Canadense Bilíngue Maple Bear, no Parque Taquaral, para não afetar o calendário letivo, os 180 alunos do Ensino Infantil e Fundamental 1 foram deslocados para outras unidades. Segundo o diretor administrativo Hildo de Abreu Júnior, árvores de 50 anos foram arrancadas e um prédio da escola foi reconstruído. “A partir de segunda-feira voltaremos a normalidade. O nosso maior estrago foi a vegetação. E estamos replantando algumas espécies”, afirmou.

O Galleria Shopping que também foi afetado pelo fenômeno, está com o atendimento ao público normalizado. No condomínio Galleria Boulevard, as residências que tiveram os telhados atingidos já estão restabelecidos.

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Shana Maria Maciel Pereira