Publicado 21 de Julho de 2016 - 22h42

Por Agência Anhanguera de Notícias

Cíntia perdeu a perna aos 9 anos, depois de praticar surfe de trem

Patrícia Domingos/Especial para a AAN

Cíntia perdeu a perna aos 9 anos, depois de praticar surfe de trem

Dezenas de pessoas se comoveram com a reportagem publicada na edição desta quinta-feira (21) do Correio Popular sobre a dona de casa Cíntia Silva Gomes, de 22 anos, de Campinas, que pede uma nova prótese para a perna esquerda.

Sensibilizados, os leitores ligaram e passaram e-mails oferecendo ajuda e até mesmo questionando como deveriam contribuir para atender a necessidade da moça. “Em meio a tanta violência, roubos, pessoas desonestas e vocês enxergaram uma criatura nessa situação. Eu fiquei comovida quando li a reportagem. Não sei como ajudá-la neste momento, mas já liguei para algumas amigas para ver o que podemos fazer. Mas espero que haja outras pessoas que também a ajudam”, disse uma pensionista de 81 anos que não quis ser identificada.

A jovem, que é mãe de três crianças, divide um barraco de madeira no Jardim Rosália 1 com dois irmãos. A mãe sobrevive com a recolha de material reciclado. Ela já teve duas próstese e as duas quebraram. A primeira ganhou do Hospital Boldrini quando era adolescente, mas como ela cresceu e ganhou peso, acabou se quebrando.

A segunda, ganhou da AACD de São Paulo, mas o silicone e a meia desgastaram e ela também ficou perdida. Para caminhar, ela usa uma muleta surrada, emprestada de um morador do bairro. Cíntia perdeu parte da perna quando tinha 9 anos e praticava surfe em um trem. Ela morava ao lado da linha férrea no Parque Shalon e uma das brincadeiras da criançada do bairro era pular de vagão para vagão em movimento. No dia do acidente, ela não conseguiu pular o suficiente para atingir o outro vagão e caiu. A sandália ficou enroscada em um parafuso do dormente da linha.

Os leitores questionaram o contato e o número da conta bancária da jovem. Na edição desta quinta os dados não foram citados porque a jovem é muito humilde e conta apenas com um telefone de recado. O vizinho, conhecido como Mineiro, cedeu o número para quem quiser ajudá-la: (19) 99286-7605.

Ela também não tem conta bancária. Entre as ligações feitas nesta quinta, uma das pessoas agendou uma avaliação médica para hoje com a jovem, para ver a possibilidade para doação da prótese, que custa entre R$ 10 e R$ 20 mil, segundo especialistas. O valor real só poder ser informado após uma análise da paciente.

Escrito por:

Agência Anhanguera de Notícias