Publicado 21 de Julho de 2016 - 8h49

Por Alenita Ramirez

A captura do suspeito aconteceu após três meses de investigação

Divulgação/ Polícia

A captura do suspeito aconteceu após três meses de investigação

Policiais Civis do 13º Distrito Policial (DP) de Campinas capturaram, na noite de terça-feira (19), um pedreiro de 37 anos acusado de integrar uma quadrilha que sequestrou, em 2006, uma universitária de 17 anos. A vítima foi torturada e chegou a receber marretadas como forma de pressionar a família a pagar o resgate. Osmar Santiago Moreira estava foragido desde março de 2008, quando o juiz da 4ª Vara Criminal, Caio Ventosa Chaves concedeu mandado de prisão preventiva. Moreira foi preso quando saia de casa com uma mulher, no Jardim Minda, em Hortolândia.

A captura do suspeito aconteceu após três meses de investigação. Segundo o delegado José Roberto Rocha Soares, a polícia até então não conseguia localizar Moreira, conhecido no meio policial como Teica, por que ele sempre mudava de endereço. "Chegamos em três endereços que ele poderia estar e passamos a monitorar. Um deles era em Hortolândia", contou o delegado.

Os investigadores montaram campana na frente de um conjunto habitacional no Jardim Minda e conseguiram flagrar Moreira quando deixava o local com uma mulher. Segundo os investigadores, o suspeito tentou fugir, mas acabou desistindo.

Segundo Rocha, o suspeito tem diversas passagens criminais entre elas roubo a banco, mas era procurado pelo sequestro da universitária.

O caso. Na época, a jovem foi sequestrada quando seguia para a faculdade, no bairro Swift. Ela ficou 32 dias em cativeiro. A vítima era filha de um usineiro e ganhou repercussão na região. Um dos integrantes do bando era conhecido no meio policial como 'Espingarda' e para torturar a garota, o criminoso deu marretadas na menina. Mesmo a família pagando o resgate, os bandidos ainda seguraram por mais cinco dias a jovem. O caso foi acompanhado pela Delegacia Especializada Anti-sequestro de Campinas (Deas), que conseguiu prender parte do bando. Na época, segundo os policias, havia informações de Moreira ajudava no sequestro, mas ele não foi localizado. A polícia só conseguiu provar a participação dele no crime após prender a quadrilha e localizar o celular cedido por ele.

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Alenita Ramirez