Publicado 19 de Julho de 2016 - 20h58

Por Inaê Miranda

Moradores reclamam que o Largo de São Benedito, perto da Casa de Saúde, no centro, em Campinas, está infestada de pombos

Elcio Alves/AAN

Moradores reclamam que o Largo de São Benedito, perto da Casa de Saúde, no centro, em Campinas, está infestada de pombos

Pombas silvestres tiram o sossego dos moradores do entorno do Largo São Benedito, na região central de Campinas. O risco de doenças transmitidas pelas fezes das aves, a sujeira no chão e nos bancos da praça impedem a população de usufruir do espaço público. O problema ocorre há algum tempo e a população cobra uma solução efetiva da Prefeitura. A poda das árvores do local também preocupa, já que além de não resolver o problema, ajuda a degradar o meio ambiente de uma área carente de “pulmões verdes”. A Prefeitura informou que um grupo de especialistas estuda uma solução para o problema.

Foto: Elcio Alves/AAN

Danilo Alvarenga costuma frequentar a praça, mas reclama da falta de limpeza, principalmente das fezes dos pombos nas calçadas

Danilo Alvarenga costuma frequentar a praça, mas reclama da falta de limpeza, principalmente das fezes dos pombos nas calçadas

A dona Dulce Aparecida Gualda, de 65 anos, levou os pets para passear no espaço, mas ela estava desgostosa com a situação do Largo. “Essa praça aqui está largada, descuidada. A Prefeitura deu entrevista na TV dizendo que lava semanalmente, mas não é verdade. A última vez que vi já faz mais de um mês”, conta. A autônoma Adélia Maria Luz, que também mora próximo, diz que a vizinhança costumava levar mais os cachorros. “Mas pararam de vir por aqui está muito sujo e por medo da doença do pombo e de carrapatos”, contou.

O corretor Luiz Faria, de 48 anos, reclamou dos buracos, da sujeira e do mau cheiro. “Quando chove, sobe um mau cheiro muito grande. Quando faz sol, levanta a poeira das fezes das pombas. À noite, as rolinhas sujam as roupas de quem passa por aqui. É muito ruim para os moradores usufruírem do espaço. Sem falar nos buracos que tem aqui, que, no máximo, tampam com areia”, reclamou. “Tem cinco meses que moro aqui perto e só vi o caminhão lavar uma vez. Jogaram água e foram embora”, comentou Danilo Alvarenga, de 38 anos.

Os moradores também estão preocupados com os cortes de árvores. “Cortar não resolve”, disse Adélia. Dulce diz que o problema já vem de longa data e que até já fizeram um abaixo-assinado para resolverem a sujeira e o abandono da praça, mas não resolveu. “A gente pretende se organizar e ir ao Departamento de Parques e Jardins protocolar uma reclamação”, afirmou.

Escrito por:

Inaê Miranda