Publicado 13 de Julho de 2016 - 22h22

Por Angela Kuhlmann

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Um dos mais ilustres filhos de Campinas, Antônio Carlos Gomes, completaria 180 anos em 11 de julho. Por pouco o maestro não nasceu no dia do aniversário da sua terra natal. O campineiro mestiço que escreveu seu nome na história da música operística, trouxe muito orgulho e projetou Campinas no cenário mundial da ópera. Foi o mais importante compositor de ópera brasileiro, com destaque no estilo romântico, que lhe rendeu fama na Europa.

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O autor da ópera O Guarani foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro alla Scala de Milão. É o patrono da cadeira de número 15 da Academia Brasileira de Música. Além de Campinas, há monumentos do maestro no Praça Ramos em frente ao Theatro Municipal de São Paulo, e no Centro do Rio de Janeiro foi erguida uma estátua de Carlos Gomes na Cinelândia, além de um busto em frente ao Auditório Araújo Viana, em Porto Alegre (RS), e outro no Teatro Municipal de Paulínia. Sua face também foi cunhada nas moedas de 300 réis em 1938.

Durante a semana, artistas de diferentes linguagens artísticas prestaram homenagem ao maestro no dia de seu aniversário, data que serve de mote para uma reflexão sobre um trecho de uma das mais conhecidas peças do compositor: “Tão longe de mim distante, onde irá teu pensamento?”. Esta é a proposta do evento Tonico 180, que prevê uma série de ações na Praça Bento Quirino, onde se encontra o monumento-túmulo do maestro; e marca o início das gravações do longa-metragem Bravo, sobre a vida do artista. No do aniversário, ocorreu a lavagem simbólica do monumento.

Bravo, filme da TAO Produções Artísticas, tem direção de Teresa Aguiar e Ariane Porto, que também assina o roteiro junto com Ricardo Grysnpam, e tem no elenco nomes como Lima Duarte, Laura Cardoso e Luiz Carlos Vasconcelos. A pianista campineira radicada em Paris, Sonia Rubinsky, esteve na cidade para o concerto O Selvagem da Ópera,do projeto Viagens entre Mundos, do Circuito BNDES Musica Brasilis, para uma participação especial, tocando um solo para piano do compositor.

O encontro artístico em homenagem a Carlos Gomes contou, ainda, com a leitura de trechos do roteiro com atores campineiros, grupo de dança e participação da Associação Brasileira Carlos Gomes de Artístas Líricos (Abal), Academia Campinense de Letras (ACL), Academia Campineira de Letras e Artes (ACLA), Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) e de membros da comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Há dois anos, setembro foi instituídodo no calendário oficial do município como o Mês Carlos Gomes, em razão do dia 16 ser a data da morte do maestro. Carlos Gomes morreu no Pará, para onde foi em 14 de maio de 1896 a convite do governador Lauro Sodré para organizar e dirigir o Conservatório do Pará, mas sua doença avançou rapidamente e em 16 de setembro de 1896 ele morreu. Seu corpo foi embalsamado, fotografado e, em seguida, exposto à visitação pública, cercado de flores e objetos como partituras e instrumentos.

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Escrito por:

Angela Kuhlmann