Publicado 13 de Julho de 2016 - 22h36

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A Educação ganhou corpo em Campinas a partir da criação da PUC-Campinas, em 1941, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1966. Nas últimas décadas, com o crescimento da cidade, muitas outras faculdades se instalaram no município tanto de caráter local como nacional, por meio da abertura de unidades pertencentes a grupos nacionais conceituados de educação superior. Hoje, segundo o Sindicato das Mantenedoras do Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp), são 23 instituições de formação superior na cidade, 20 da rede privada e três públicas, nas quais estão matriculados 81.877 alunos.

O expressivo número de universitários presentes em Campinas contribui para seu cosmopolitismo ao estabelecer uma convivência entre pessoas de todo o País e do Exterior que cursam nível superior ou especializações profissionais em instituições da cidade cujos egressos concorrem de igual para igual no mercado de trabalho nacional e até internacional com universidades e faculdades de todo o País.

Uma das mais conceituadas em nível nacional e até mesmo mundial, tanto no reconhecimento de sua qualidade do ensino como das pesquisas acadêmicas que produz, a Unicamp passou a figurar na segunda posição entre as 50 melhores universidades latino-americanas no ranking da publicação britânica Times Higher Education (THE), que elabora uma das principais classificações internacionais de instituições de Ensino Superior da América Latina. O ranking foi divulgado na última quinta-feira. “Esse excelente resultado é decorrente do elevado nível em que a universidade desenvolve suas atividades de ensino, pesquisa e extensão. É também fruto da destacada capacidade e dedicação do seu corpo docente, discente e de funcionários”, diz o coordenador-geral da universidade, professor Alvaro Crósta.

Em outro ranking, divulgado em 2015 e elaborado pela consultoria internacional QS Quacquarelli Symonds, a Unicamp apareceu em 11º lugar em uma listagem das 50 melhores universidades globais com menos de 50 anos. Segundo o reitor José Tadeu Jorge, esse posicionamento representou um avanço em relação ao ranking de 2014, no qual a Universidade aparecia na 15ª posição.

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A grandiosidade da universidade pode ser avaliada em números: são 35.656 alunos matriculados em 2016 nos campi de Campinas, Limeira e Piracicaba, dos quais 19.001 cursavam algum dos 66 cursos oferecidos em graduação. Outros 16.655 estavam matriculados nos 153 cursos de pós-graduação em 2016 da universidade pública estadual. No corpo docente, são 1.867 professores, dos quais 99% com titulação mínima de doutor e 94% atuando em regime de dedicação exclusiva, na posição de liderança da produção per capita de artigos científicos publicados em revistas internacionais indexadas, com o número de publicações por docente chegando a 1,5. Esse indicador mantém a Unicamp como a primeira universidade estadual paulista em produção per capita.

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Política de inclusão

A Unicamp implantou um programa de inclusão no vestibular para ingresso neste ano letivo por meio de uma bonificação, até então inédita, para estudantes do sistema público autodeclarados PPIs (pretos, pardos ou indígenas). Já na segunda fase, as bonificações passaram a ser de 90 pontos para egressos do Ensino Médio público e de 30 pontos para egressos de escolas públicas autodeclarados PPIs. Como resultado dessas iniciativas, quase metade dos alunos de graduação que ingressaram na Unicamp em 2016 vieram da escola pública. O índice passou de 30,2% em 2015 para 47,4% em 2016, aumento de 57%. Dos 3.243 matriculados neste ano, 1.537 fizeram o Ensino Médio em escolas públicas, maior índice da história da instituição. E desses, 47% são autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (PPI).

Pós-graduação

Com 44% de seus alunos concentrados na pós-graduação (proporção inédita na América Latina) a Unicamp responde por aproximadamente 12% das teses e dissertações produzidas no País. Em 2015, foram registradas 1.348 dissertações de mestrado e 993 teses de doutorado defendidas. Dos 134 cursos de pós-graduação oferecidos pela Unicamp e avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) no mais recente ciclo trienal, 103 (77%) ficaram na faixa de notas de 5 a 7, o que os classifica como muito bons ou excelentes.

Saúde

A Unicamp tem se caracterizado também por manter fortes ligações com a sociedade por meio de sua vasta área de saúde. Quatro grandes unidades hospitalares, situadas em seu campus de Campinas e fora dele, fazem da universidade o maior centro de atendimento médico e hospitalar do interior do Estado de São Paulo, cobrindo uma população de cinco milhões de pessoas numa região de quase uma centena de municípios.