Publicado 08 de Julho de 2016 - 21h45

Anselmo de Souza, mora em uma das ruas em que várias famílias ainda não têm rede ligada, e não vê necessidade em solicitar ligação:

Carlos Sousa Ramos/AAN

Anselmo de Souza, mora em uma das ruas em que várias famílias ainda não têm rede ligada, e não vê necessidade em solicitar ligação: "Eu uso água da mina, não preciso de água da rua

Após 15 anos, a população do Chácara Recreio de Santa Fé, bairro de Campinas localizado próximo a divisa com Hortolândia, recebeu rede de água tratada. A liberação do benefício aconteceu no último dia 27, por meio de uma parceria entre a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e vai atingir mais de 250 famílias. O investimento total para a execução da obra foi de R$ 116.547,13, com recursos próprios da Sanasa. Antes, o abastecimento acontecia por poços artesianos e caminhões-pipa.

De acordo com a Sanasa, a Sabesp tem um reservatório de água mais próximo ao bairro, por isso, iniciaram a negociação para interligar a rede do bairro a esse local. “Uma obra e parceria importantíssima, e ficamos muito contentes em entregá-la para a população daquele bairro. Na área de saneamento já investimos cerca de R$ 380 milhões no governo Jonas Donizette. Há 15 anos que estas famílias do bairro esperam por este benefício”, disse o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romêo.

Ao todo, 250 famílias foram beneficiadas. Como a instalação é recente, a população ainda está na fase de solicitação. Para a dona de casa Lilian Batista Vale, de 29 anos, que mora na Rua Virgínio Manfron, foi um grande feito já que em períodos de pouca chuva faltava água nos poços. “Nós ainda não fizemos a solicitação, mas na casa da minha mãe já. Na casa de uma vizinha dela levou quinze dias para ligar”, contou.

O marido de Lilian, Erisvone Caetano do Nascimento, de 34 anos, disse que para instalar eles precisam pagar uma taxa de pouco mais de R$ 1 mil, que será dividida em 36 vezes na fatura. “Faz muito mais de 15 anos, o primeiro morador do bairro está aqui há 40 anos e desde essa época não tinha água”, informou.

O pedreiro Abner Wiliam, de 27 anos, mora desde que nasceu no bairro e também acredita que o período é maior. “Eles forneceram esse desconto na taxa até dezembro deste ano. O valor total é de R$ 3 mil. Fica complicado para quem mora em um terreno que tem muitas casas, por isso tem gente que ainda não optou pela ligação”, ressaltou.

Anselmo José de Souza, de 66 anos, mora na mesma rua, onde começa a valer a instalação, e não vê necessidade em solicitação a ligação da rede de água. “Eu uso água da mina, não preciso de água da rua”, disse.