Publicado 25 de Julho de 2016 - 22h46

Por Agência Anhanguera de Notícias

Busca de informações em hospital e plano de saúde evita armadilha

Cedoc/RAC

Busca de informações em hospital e plano de saúde evita armadilha

Golpistas que se passam por médicos para pegar dinheiro de famílias com parentes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) voltaram a atacar neste fim de semana. Dois BOs foram registrados no 4º DP, no Taquaral, no sábado. O falso médico tentou extorquir cerca de R$ 5 mil de cada vítima, mas elas só não caíram no golpe porque antes pediram orientação do plano de saúde e do hospital. Os casos aconteceram no Centro Médico de Campinas e serão investigados pelo 7º DP, de Barão Geraldo.

“Os estelionatários são oportunistas e costumam agir à noite ou finais de semana, quando não há policiamento ostensivo e as delegacias de plantão funcionam com pouco funcionários”, disse um policial que não quis ser identificado.

No dia 10 deste mês, a direção do Hospital Mário Gatti abriu sindicância para apurar suposto envolvimento de funcionário no golpe, que induziu a família de um adolescente de 17 anos a pagar cerca de R$ 1,5 mil para um falso exame.

Nas duas tentativas de golpe no sábado, o estelionatário se passou por médico da UTI e pediu a grana alegando que necessitava fazer um exame de urgência. “O homem sabia de muita informação do meu pai. Ele pediu R$ 4,5 mil”, contou o aposentado Renato Lazarini, 58 anos.

HOSPITAL EXPLICA PROCEDIMENTOS

Em nota, a direção do Centro Médico disse que o faturamento e cobrança de procedimentos que porventura aconteçam, por não serem cobertos pelo plano de saúde do paciente, ocorrem somente no momento da alta. “Telefonemas serão realizados apenas quando necessário e após a alta hospitalar. Neste caso, o responsável é orientado a comparecer no Centro Médico, sendo que nunca será informada uma conta bancária para que o usuário faça pagamentos sem comparecer no hospital.”

‘Cara tem lábia fora do normal’

Ao descobrir que se tratava de um golpe, Lazarini ligou no 190 e foi até a delegacia. Cerca de 3 horas antes, a diarista Daniela dos Santos Brito, 38, também foi procurada pelo golpista. O homem exigiu R$ 5 mil para fazer um exame de urgência no sogro dela, que está internado no Centro Médico com um problema no intestino.

“O cara tem uma lábia fora do normal. Eu estava acreditando em tudo, mas quando ele se recusou em receber em dinheiro e me passou o número de uma conta, que era de outro Estado e o número do celular, achei estranho. Então combinei com ele um horário para retornar a ligação e liguei no convênio e no hospital”, contou.

Escrito por:

Agência Anhanguera de Notícias