Publicado 24 de Julho de 2016 - 12h22

Por Agência Anhanguera de Notícias

Médicos cubanos do primeiro grupo que chegou ao Brasil, em agosto de 2013: programa começou com polêmica, mas tem aprovação popular

Cedoc

Médicos cubanos do primeiro grupo que chegou ao Brasil, em agosto de 2013: programa começou com polêmica, mas tem aprovação popular

A reposição dos médicos cubanos no programa Mais Médicos traz incertezas e preocupações à Região Metropolitana de Campinas (RMC), onde há cerca de 150 profissionais. Eles chegaram entre 2013 e 2014 para um contrato de 3 anos, que começa a se encerrar agora. O governo brasileiro pediu a renovação por mais 3 anos, mas, em reunião com o governo cubano e com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no dia 15 de julho, ficou acordado que o 1º grupo de médicos a chegar deve permanecer no País até novembro e, na sequência, eles serão substituídos, garantindo o atendimento à população durante a Olimpíada e no período eleitoral. Cuba também quer renegociar o valor das bolsas. O Ministério da Saúde informou que as reivindicações financeiras estão em análise.

Atualmente, o Mais Médicos conta com 18,2 mil profissionais em todo o Brasil e 62% deles, o correspondente a 11,4 mil, são cubanos — 1,5 mil são formados no Exterior e os demais são brasileiros. Eles atuam na assistência básica e recebem R$ 10 mil. No caso dos cubanos, o valor é repassado ao governo, que paga aos profissionais cerca de R$ 3 mil. Cuba quer reajuste e o governo brasileiro vai estudar.

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