Publicado 21 de Julho de 2016 - 22h10

Por Agência Anhanguera de Notícias

Agentes da PF conduzem um dos suspeitos presos na Grande São Paulo

Fotos: Mario Ângelo/Reprodução/Estadão Conteúdo

Agentes da PF conduzem um dos suspeitos presos na Grande São Paulo

A Polícia Federal desarticulou nesta quinta-feira um grupo suspeito de estar envolvido na promoção do Estado Islâmico e na preparação de atentados terroristas e outras ações criminosas. Chamada de Hashtag, a operação policial foi a primeira após a publicação da Lei Antiterrorismo brasileira, que entrou em vigor em março deste ano. Dentre os dez presos na ação, quatro foram detidos no Estado de São Paulo, sendo um em Campinas. Na região, a polícia também teria cumprido mandado de busca e apreensão em Amparo, segundo informações levantadas pela reportagem e que não foram divulgadas oficialmente pela PF.

De acordo com a Polícia Federal, 130 policiais cumpriram mandados judiciais expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba nos estados do Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Além das dez prisões temporárias, houve duas conduções coercitivas e 19 buscas e apreensões. Os investigadores acompanhavam as redes sociais desde abril por meio da Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal (DAT), já que participantes de um grupo virtual denominado Defensores da Sharia planejavam adquirir armamentos para cometer crimes no Brasil e até no exterior.

Eles também usavam aplicativos, como WhatsApp e Telegram, por onde manifestavam apoio aos atos terroristas praticados em outros países e, por conta dos Jogos Olímpicos, planejavam atacar o Brasil. Até mesmo uma organização não-governamental com atuação na área humanitária e educacional é investigada por fazer apologia ao Estado Islâmico em cursos e palestras.

Segundo a PF, os investigados responderão individualmente conforme sua participação nos crimes de promoção de organização terrorista e realização de atos preparatórios de terrorismo, ambos previstos na Lei 13.260/2016.

Ministro promete agir de maneira ‘dura’

Quem for condenado pelo primeiro crime pode cumprir de cinco a oito anos de prisão, além de pagar multa. Já pelo segundo crime, poderá pegar de três a 15 anos de prisão. O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, afirmou em coletiva que agirá “da maneira mais dura possível”. “Não vamos esperar um milímetro para que qualquer ato preparatório se desenvolva. Por mais insignificante que possa parecer, terá uma reação rápida, una e certeira do poder público”, disse ele, que considera a Lei Antiterrorismo fundamental.

Todos são homens entre 20 e 40 anos

Segundo o Governo Federal, todos os presos são homens, sendo que apenas dois deles já haviam mantido contato pessoalmente. Os suspeitos teriam realizado o batismo no Estado Islâmico, repetindo palavras de juramento ao grupo extremista. Ontem à tarde, o juiz Marcos Josegrei da Silva afirmou que os presos têm entre 20 e 40 anos, sendo que nenhum tem origem árabe apesar do uso de codinomes árabes em redes sociais. “Não são nomes de batismo. Adotaram pra se identificar melhor com o grupo terrorista”, disse.

 

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