Publicado 20 de Julho de 2016 - 21h33

Por Agência Anhanguera de Notícias

Alguns comerciantes conseguiram segurar preços e fazer promoção para não perder vendas

Dominique Toquarto/AAN

Alguns comerciantes conseguiram segurar preços e fazer promoção para não perder vendas

O aperto no bolso do consumidor e a mudança de hábito na hora de ir para a cozinha tiveram impacto nas vendas de gás no mercado. Com os preços do botijão de gás liquefeito de petróleo (GLP) mais salgados desde o ano passado, quando a Petrobras aumentou o custo nas refinarias em 15%, o jeito para os comerciantes alavancarem as vendas é fazer promoções. O preço médio do botijão de 13 quilos em Campinas é de R$ 51,68 neste mês de julho. No ano passado, era de R$ 42,85. Mas nas portarias de muitas revendas é possível encontrar o produto por R$ 45,00 a R$ 50,00.

Os comerciantes afirmaram que reduziram as margens para garantir mais vendas. Os valores são balizados pela concorrência em cada região da cidade. Os consumidores que pesquisam garantem que é possível economizar e encontrar diferenças que chegam a quase R$ 10,00 no custo do botijão. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço mais em conta encontrado em Campinas é R$ 47,00 e o mais caro de R$ 62,00.

DONA DE CASA FAZ PESQUISA

A dona de casa Maria de Fátima Lima sempre faz uma pesquisa por telefone nos depósitos perto de casa. “Na última vez, a minha filha trouxe o botijão de um depósito perto da casa dela. A diferença em relação à minha casa era de R$ 10. Parece pouco, mas cada real economizado faz diferença no final do mês.”

Valor mais atrativo pra retirar no depósito turbina o movimento

O gerente da Trazgaz, Braz Roberto Martinhão, afirmou que há quatro meses a empresa começou uma promoção na portaria das revendas com o botijão a R$ 50 para quem retira o produto no local. “O preço normal seria de R$ 60, mas resolvemos dar descontos pra aumentar o movimento. A estratégia deu certo e conseguimos alavancar as vendas.”

O gerente da Vilac Gás, Edson Buck, comentou que sempre fica de olho na concorrência para definir os preços na revenda. “Se formos analisar os custos, o valor do botijão deveria estar em R$ 70. Mas não há como comercializá-lo neste preço. Então, o caminho é fazer promoções e ganhar no volume vendido”, afirmou.

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