Publicado 20 de Julho de 2016 - 21h18

Por Agência Anhanguera de Notícias

Cíntia perdeu parte da perna esquerda quando tinha 9 anos: acidente

Patrícia Domingos/AAN

Cíntia perdeu parte da perna esquerda quando tinha 9 anos: acidente

Sem condições financeiras e vivendo de forma precária em um pequeno barraco de madeira no Jardim Rosália 1, em Campinas, a dona de casa Cíntia Silva Gomes, 22 anos, sonha com uma prótese nova. A jovem perdeu parte da perna esquerda quando tinha 9 anos. Na época ela morava ao lado da linha férrea no Parque Shalon e uma das brincadeiras da criançada era pular de vagão pra vagão em movimento.

No dia do acidente, ela ficou com a sandália enroscada em um parafuso da dormente da linha e não conseguiu tirar o pé antes que a roda do trem a acertasse. Além de ter a perna arrancada do joelho para baixo, parte da mão esquerda também foi decepada. “Só não morri porque meu irmão mais velho me achou e me socorreu”, contou. “Eu caí em um local escuro e perto do mato e ninguém viu. Gritei muito e ele me ouviu. Tive muita hemorragia e fiquei três meses em estado grave no Hospital Mário Gatti”, lembrou.

Atualmente ela usa uma muleta emprestada pra se locomover. Sua primeira prótese ela recebeu aos 12 anos, presente do Hospital Boldrini. Mas com o uso e o crescimento, a peça quebrou. Depois de um certo tempo, ela conseguiu junto a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) de São Paulo uma segunda prótese, que durou cerca de um ano. “O silicone e a meia rasgaram.”

Jovem é mãe de 3 crianças

Há dois anos Cíntia tenta nova prótese sem sucesso. Ela é mãe de três filhos, de 8, 3 e de 1 ano e 9 meses, sendo que o mais velho mora com a avó materna. Cíntia e os dois meninos moram com a mãe dela e a família sobrevive catando reciclados. Para ajudar a mãe, a moça usa uma das mãos para apoiar a muleta e a outra para empurrar a carroça. Elas chegam a caminhar mais de 10km por dia. “Se tivesse a prótese seria bem melhor. Já não aguento mais carregar o meu menino pequeno, pois ele está ficando pesado”, justificou. Na época de aula, ela caminha quase 3km para deixar os filhos na creche. Quando eles não estão na carroça, Cíntia leva um no quadril e outro vai a pé, ao lado.

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