Publicado 06 de Julho de 2016 - 21h43

Por Agência Anhanguera de Notícias

Tristeza = Thainá e o pai sofrem com a perda de Elisandra

Patrícia Domingos/Especial para AAN

Tristeza = Thainá e o pai sofrem com a perda de Elisandra

A Justiça condenou a Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste a pagar indenização de R$ 264 mil para a família de uma mulher de 30 anos, que morreu de gripe H1N1 em setembro de 2009, por negligência médica. A ação cabe recurso e o município aguarda notificação. A condenação foi proferida na última sexta-feira.

De acordo com os advogados que acompanharam o caso, Clodoaldo Alves de Amorim e Fábio Lemes Sanches, a paciente Elisandra Aparecida Bres da Silva, que nesta quinta estaria com 37 anos, foi até o Pronto Socorro Municipal Edson Mano com sintomas de febre e dor de garganta, no dia 1º de setembro de 2009.

O médico que a atendeu não pediu nenhum exame e diagnosticou gripe comum. No dia seguinte, a febre não baixou e ela retornou duas vezes ao mesmo PS, de manhã e à tarde.

Os profissionais persistiram no diagnóstico de gripe comum e não solicitaram exames. Ainda debilitada, Elisandra voltou ao PS no terceiro dia de gripe e após muita insistência, o médico solicitou exames que constataram pneumonia em um dos pulmões. Mesmo assim, ela foi liberada para voltar para casa.

Morreu 9 dias após internação

No dia seguinte, ela precisou ser internada no Hospital Municipal de Santa Bárbara e morreu nove dias depois. “Na época, perguntei se poderia ser gripe suína, porque ela tinha bronquite, mas o médico me disse que ela não morreria disso. Ainda dava tempo de cuidar dela com Tamiflu, foi negligência, falta de um diagnóstico preciso”, lembrou o marido da vítima, Adilson Fermino da Silva. Eles estavam casados havia 15 anos e Elisandra tinha boa saúde, trabalhava em três empregos diferentes e ainda cuidava da mãe, que estava doente.

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