Publicado 09 de Novembro de 2015 - 16h17

Por Mary Damasceno, Especial para a AAN

Zizo Asnis, autor do guia

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Zizo Asnis, autor do guia

O viajante profissional Zizo Asnis acaba de lançar a edição comemorativa do guia O Viajante Europa. A publicação, dedicada a Europa, traz, em três volumes, textos sobre a Europa Mediterrânea, Norte da Europa e Europa Oriental - totalizando 50 países. Para compor o material Asnis e sua equipe viajaram pelos países e desenvolveram três roteiros agrupando as regiões de acordo com características geopolíticas, históricas e culturais. Além de indicar rotas e meios de transporte para que o turista possa viajar da melhor maneira. A publicação agrega também mapas de ferrovias, de estradas, rodovias e mapas físicos. O guia também traz informações sobre clima, aeroportos, potencial turístico, acomodações, gastronomia, atrações culturais e curiosidades locais e um pequeno dicionário com palavras comuns traduzido em diversos idiomas.

Um destaque é a região dos Bálcãs, que segundo Zizo, é um dos destinos que promete atrair viajantes e turistas nos próximos tempos, devido a ilhas e praias paradisíacas, sua forte cultura e povo acolhedor. O Turismo conversou com o autor

Turismo: São 50 países em 3 volumes. O senhor conheceu todos eles? Tem algum preferido?

Zizo: Conheci quase todos, mas os que não fui, como Malta, alguém da minha equipe esteve. Também não estive em alguns principados, como San Marino e Andorra. Eu não havia conhecido a Moldávia, mas pude finalmente visitar este país há 3 semanas, na nova viagem que estou fazendo pela Europa Oriental. Tenho várias preferências. Gosto muito da Noruega, Islândia, Eslovênia, Albânia... além dos clássicos, como Portugal, Espanha, Inglaterra, República Tcheca.

Há algum lugar que já visitou e deseja voltar?

Poderia voltar em absolutamente todos. Sempre tem algo a mais para descobrir, ou dar uma nova olhada, até porque nossa percepção muda com o tempo.

Por que a região dos Bálcãs irá atrair visitantes nos próximos tempos?

Os Bálcãs têm montanhas, ilhas, praias paradisíacas, cidades históricas, lembranças do comunismo, marcas de guerras recentes... e um povo muito simpático, hospitaleiro, e muito aberto a receber turistas. Também possui uma economia fora da zona euro (exceto Eslovênia, Montenegro, Kosovo), na qual a moeda estrangeira tem um maior poder de compra.

Qual destino o senhor indicaria para o leitor conhecer?

Paris e Londres. São as cidades mais clássicas da Europa, o melhor cartão de visitas do Velho Continente, com o que há de melhor em museus, parques, igrejas, arquitetura, pubs, restaurantes, além das atrações turísticas que todo mundo quer espiar ao vivo, ao menos uma primeira vez, como a Torre Eiffel e o Big Ben.

Quanto tempo levou para a produção desta edição?

Foram quatro anos de desenvolvimento, desde a escolha dos viajantes, a definição dos roteiros, as viagens e toda a pré e pós-produção dos três volumes. Foi um trabalho de fôlego, bastante trabalhoso. É uma edição comemorativa, pelos 16 anos de editora, 15 anos dos guias O Viajante, e 10ª edição do Guia Europa, e queríamos trazer um diferencial.

Há algum novo projeto em mente? Algum outro livro?

Estamos atualizando as informações do Guia O Viajante Londres para a sua 2ª edição. Outra novidade para 2016 é a criação do aplicativo com o conteúdo dos guias em versão digital. Não vamos abdicar dos guias impressos, mas, em breve, poderemos todos viajar com todo o conteúdo dentro do bolso.

Como foi feita a escolha das 12 regiões?

Organizamos os países de acordo com suas características geopolíticas, históricas e culturais, e quando vimos, tínhamos claramente as 12 regiões definidas.

O que motivou o senhor a se dedicar à essas viagens?

Por mais clichê, porém, verdadeiro, foi a vontade de conhecer o mundo e outras culturas. O fato é que havia uma grande lacuna mercadológica em guias de viagem no Brasil quando iniciamos, em 1999 – o que percebi ao longo da década anterior, quando comecei a viajar. Além disso, era a oportunidade de desenvolver um trabalho que permitia não apenas viajar, mas conciliar outras inúmeras atividades bacanas – jornalismo, publicidade, administração, marketing, arte, gastronomia, hotelaria, urbanismo.

Escrito por:

Mary Damasceno, Especial para a AAN