Publicado 15 de Novembro de 2015 - 13h38

Por Alenita de Jesus

Portão de bar em Hortolândia onde menino de 1 ano e nove meses foi atingido; placa com os dizeres 'fechado por luto' se refere a  atendente suspeito de ser membro de facção criminosa, que foi executado

Alenita Ramires

Portão de bar em Hortolândia onde menino de 1 ano e nove meses foi atingido; placa com os dizeres 'fechado por luto' se refere a atendente suspeito de ser membro de facção criminosa, que foi executado

Um menino de um ano e nove meses foi atingido na boca por uma bala perdida durante a execução de um ajudante geral de 37 anos, suspeito de integrar uma facção criminosa, este sábado (14) a noite, no Jardim Sumarezinho, em Hortolândia.

O crime ocorreu por volta das 18h40, em frente a um bar, na Rua Miguel Antônio dos Santos. A criança foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Mário Covas e depois transferida para o Hospital Estadual de Sumaré (HES), onde segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) infantil, segundo parentes. A assessoria de imprensa do hospital não informou o estado de saúde da criança. Os familiares também não souberam informar. O ajudante geral morreu no local.

Segundo a polícia, Eliel Eger Tavares estava sentado em uma mesa do bar, na calçada da via, quando chegou três homens em um Jetta prata. Dois deles desceram armados e o terceiro ficou no volante. Um dos homens seguiu até Tavares e fez ao menos 19 disparos de pistola calibre 9 mm. O atirador descarregou a arma duas vezes contra o ajudante.

De acordo com testemunhas, os homens usavam máscara de coringa. Um dos tiros acertou a criança que estava com o pai no bar. Ainda segundo testemunhas, o bar estava cheio de pessoas, já que comemoravam um jogo de atletas do bairro. Houve pânico. A munição teria atingido a boca da criança e transfixado pela nunca. Ninguém foi preso. Parentes da criança estavam abalados e não quiseram comentar o crime.

Segundo a polícia, Tavares era conhecido pelo vulgo Tricolor, e tinha o cargo de disciplinador da facção criminosa. As informações foram colhidas pelos policiais junto a moradores do bairro. O suspeito mora no bairro vizinho, o Novo Ângulo.

O veículo usado pelos criminosos e tinha a mesma placa e modelo do carro de um delegado de Sumaré. O delegado foi chamado no Plantão Policial de Hortolândia, onde prestou depoimentos e liberado. O caso foi encaminhado para a Corregedoria da Polícia Civil, para a Delegacia Seccional e para o Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-9). O número da placa foi anotado por uma testemunha.

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Alenita de Jesus