Publicado 13 de Novembro de 2015 - 19h16

Por Adagoberto F. Baptista

Foto: Elcio Alves/AAN

Eric Rocha

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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A pouco dias do término da primeira fase das obras de revitalização da Avenida Francisco Glicério, em Campinas, alguns números curiosos chamam a atenção, especialmente em relação ao enterramento da fiação, que antes ficava exposta. Para se ter uma ideia da grandiosidade da operação, foram instalados 135 quilômetros de tubos por onde passarão os fios de telecomunicações e energia elétrica – mais do que suficiente para fazer duas vezes o trajeto entre Campinas e São Paulo.

Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, a remodelação da via, até a Avenida Moraes Salles, será entregue no próximo dia 30 de novembro. Diversos órgãos da Prefeitura, 14 empresas de telecomunicações, CPFL, empreiteiras e comerciantes acompanham as obras. As intervenções começaram em fevereiro e, nos últimos dias, passaram a contar com um contigente de 185 a 200 pessoas trabalhando todos os dias, inclusive finais de semana.

Os operários foram os responsáveis por instalar de baixo das calçadas 5,8km de canaletas de concreto, que abrigarão os dutos plásticos por onde passarão 126 mil metros de fios de telefonia e outros 25 mil da rede elétrica. Também foram colocadas 750 caixas subterrâneas, estruturas utilizadas e necessárias para que os fios possam passar por inspeção ou manutenção sem a necessidade de se abrir a rua. A Francisco Glicério tem, no total, 2,3km de extensão, mas apenas 1,4km terão a fiação enterrada.

“É uma obra de uma complexidade muito grande e feita num prazo recorde, de cerca de nove meses. Temos que levar em conta que a avenida tem o maior fluxo de carros e pedestres do Centro, mas não houve interdição total”, frisou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Samuel Rossilho.

Novas redes de água (2,3km) e de esgoto (1,8km) foram instaladas durante as intervenções, com 265 ligações feitas. Ao todo, os trabalhos removeram cerca de 130 postes antigos. Noventa e três novas estruturas serão colocadas na Glicério, que contará com iluminação de LED.

Showroom

Um pequeno trecho da via dá, inclusive, uma amostra de como ficará a via mais famosa de Campinas ao fim das obras de revitalização. Os cerca de 200 metros, entre a Avenida Orozimbo Maia e a Rua Marechal Deodoro, bem no início da Francisco Glicério, já contam com o novo padrão de calçada, com piso tátil. A fiação está aterrada e quem passa, mora ou trabalha na região tem elogiado o que vê. Operários também finalizaram as adequações ao ponto de ônibus, localizado ao lado do Banco do Brasil.

A obra

Após a entrega da primeira fase, até a Moraes Salles, um acordo com os comerciantes da região vai fazer com que as obras parem em dezembro e sejam retomadas apenas em janeiro. A partir daí, os operários trabalharão nas intervenções para remodelar o trecho até Avenida Aquidabã. “A gente fez um cronograma e acreditamos que podemos terminar as obras até abril”, informou Rossilho.

O projeto arquitetônico prevê a instalação de 19 novos quiosques em substituição aos antigos. Eles formarão uma espécie de boulevard, cercado de floreiras e com bancos. Serão 12 bancas de comida, de 6 metros quadrados (m²), e sete bancas de jornais e revistas, de 5 m². A calçada que fica à esquerda de quem transita sentido no Aquidabã será alargada em três metros – nos dois lados ela ganhará o novo padrão. O enterramento da fiação seguiu o procedimento adotado na Europa e em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. Oito pontos de ônibus também ganharão um novo padrão, mais moderno.

O investimento total na remodelação não foi divulgado porque a CPFL Energia, que arca com os custos do aterramento dos fios e transformadores, não informou o valor que será gasto. A Prefeitura, por sua vez, investirá R$ 6 milhões – a verba vem de termos de ajuste de conduta (TACs) assinados com outras empresas. Já a Sanasa anunciou um investimento de R$ 3 milhões e as empresas de telefonia mais R$ 2,4 milhões.

Quadro – Os números e a obra na Francisco Glicério

185 a 200 pessoas trabalhando todos os dias na obra

4,8 mil metros de canaletas de concreto

135 mil metros de tubos para receber os fios de telecomunicações e da rede elétrica

126 mil metros de fios de telefonia

25 mil metros de cabos elétricos

750 caixas subterrâneas

1 mil metros ramais de conexão de água

1,8 mil metros da nova rede de esgoto

2,3 mil metros da nova rede de água

265 ligações de água e esgoto

93 novos postes

Escrito por:

Adagoberto F. Baptista