Publicado 13 de Novembro de 2015 - 18h42

Por Bruno Bacchetti

Bruno Bacchetti

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Carlinhos fez fotos do Pintado na sexta 13

Pintado chegou ao Guarani na reta final da Série C e apesar de não ter conquistado a classificação para a segunda fase deixou boa impressão e permaneceu no clube para a próxima temporada. Com a oportunidade de participar da montagem do elenco para a Série A2, o treinador está confiante no acesso e satisfeito com o andamento do trabalho. Pintado recebeu o Correio no Brinco de Ouro e comentou a preparação do Bugre para a Série A2, a formação do time e pediu apoio à torcida bugrina, que será fundamental na briga pelo acesso.

Nos últimos anos as dificuldades financeiras atrapalharam muito a contratação de reforços. Você participou ativamente das negociações, conversando com os jogadores. Os atletas estão dispostos a vir para o Guarani?

Isso é muito claro para a gente que convive no mundo do futebol. Antes a primeira pergunta de um profissional para vir para o Guarani era se estava pagando, se não estava atrasado. Hoje já é diferente e percebemos que existe essa credibilidade maior. Tem muita gente ligando e querendo vir para o Guarani, confiando no que vai acontecer.

São quase 80 dias até a estreia na Série C, em 31 de janeiro. É tempo suficiente para ajustar o time?

É mais do que suficiente, é bastante tempo, mas temos que saber utilizar. Não dá para começar a "100 por hora", porque essa curva de baixo rendimento vai acontecer, é natural com qualquer equipe. Estamos administrando isso, tanto na parte física quanto na parte técnica. Facilita porque alguns jogadores ainda estão em atividade.

Essa foi uma preocupação da diretoria e comissão técnica, trazer jogadores em atividade?

Isso é muito importante. Ter uma base que está em atividade ajuda para trazer uma ou outra situação que tem um pouco mais de inatividade. É o caso do Flávio Caça Rato, que vai ter um suporte de um grupo que está em atividade e dá para você trabalhar para que esse atleta entre no mesmo ritmo.

Essa Série A2 deve ser uma das mais equilibradas dos últimos anos. O Guarani entra como favorito?

Eu não vejo como favorito. Vejo como uma das forças do campeonato, ainda mais pela montagem do nosso elenco e já começamos a perceber que os adversários vão respeitar. Sabemos que vai ser muito difícil. Mas uma das equipes que tem que buscar o acesso é o Guarani.

Nesta semana foram nove jogadores contratados. Vão chegar mais reforços ou o grupo está fechado?

Não. Temos ainda uma possibilidade muito legal e a ideia é iniciar o torneio com 25 ou 26 inscrições. Pedi para deixar duas ou três contratações mais para o final caso haja necessidade de mudança de treinador ou para acrescentar algo mais para o final.

Tem jogador atuando na Série B para chegar ao Guarani? Quando você pretende em trabalhar com todos os reforços?

Com certeza, tem jogador em atividade que está muito próximo de vir para cá, está praticamente tudo resolvido. Na segunda-feira a gente já vai ter uma boa parte deles aqui e até o dia 26 deve ter todo mundo, ou faltando um ou outro.

A situação do João Vittor, que ainda não renovou o contrato, te incomoda? Você conta com esse jogador?

Sinceramente me deixa muito triste. Porque antes da minha chegada ele teve pouca atividade. Eu respeito muito a decisão das pessoas que trabalham com o João e conversei pessoalmente com ele. Eu olho para o João como se fosse quase um filho e tenho a responsabilidade de mostrar algumas coisas. Para onde o João for, ele terá que mostrar tudo de novo. Só posso lamentar e se acontecer de ir para outro clube ficar torcendo que dê certo.

Você já tem um esboço do que vai ser o Guarani na Série A2?

Já tenho isso muito claro, quando a gente estava falando das contratações eu já visualizei em que posição, características. Vamos ter dois atletas em cada posição que vai ser uma competição interna muito saudável e positiva. Tenho uma ideia na cabeça, já vi esses atletas jogando, já sonhei com e esse time jogando. Mas na verdade quando a bola rola é que a gente decide.

O que a torcida pode esperar desse Guarani versão 2016?

Não quero vender ilusão. Mas nosso torcedor pode ter certeza que o que ele viu nos últimos cinco jogos da Série C ele pode esperar exatamente o mesmo. A gente conta muito com o nosso torcedor, que vai fazer a diferença. O Brinco está aberto, o Guarani não é do Pintado, do presidente. É do nosso torcedor.

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