Publicado 13 de Novembro de 2015 - 14h55

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

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Foto: Leandro Alenita Ramirez

Cerca de 400 alunos da Escola Estadual Carlos Gomes, no Centro de Campinas, protestaram ontem de manhã contra a reorganização escolar proposta pelo Governo do Estado de São Paulo. Os estuantes contestam o fim do Ciclo I, que vai do 1º ano ao 5º ano, do ensino médio e do EJA no período noturno, na escola. O Ciclo I será transferido para a Escola Francisco Glicério e o Ensino Médio para o colégio Adalberto Nascimento, no Taquaral. Além da concentração na escola das 7h até às 11h, os alunos fizeram passeata até a escola Francisco Glicério.

Os estudantes usaram cartazes, buzinas, panelas e faixas. Segundo os organizadores, apenas alunos do período matutino participaram do protesto e teve o apoio de alguns professores. Os alunos ficaram concentrados na quadra de esporte da escola durante o período de aula. Por volta das 11h, ele seguiram até em frente ao paço municipal e depois saíram em passeata até a Escola Francisco Glicério.

Agentes de mobilidade urbana da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) acompanharam a manifestação. Os alunos percorreram a Rua Benjamin Constant, Francisco Glicério, parte externa da Moraes Salles. Houve lentidão no trânsito em quatro pontos da região central.

A Polícia Militar considerou a manifestação pacífica. “Essa mudança não é transparente. Não se pensou até agora nas superlotações. Falta debate”, disse o professor de filosofia Murilo Maquim. “Vai fechar o período noturno desta escola e aqui estudam muitos alunos que moram em bairros distantes, mas optaram pelo Carlos Gomes porque fica mais próximo do trabalho”, frisou.

Campinas terá 16 escolas estaduais com ciclo único de ensino a partir de 1º de fevereiro do ano que vem.

A reorganização do ensino escolar vai afetar diretamente 94 escolas, que serão disponibilizadas, e continuarão sendo usadas na área da educação.

A Secretaria de Educação sustenta que o projeto tem como objetivo melhorar a qualidade de ensino e do ambiente escolar, com aumento de até 10% no rendimento dos estudantes.

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