Publicado 12 de Novembro de 2015 - 18h56

Por Paulo César Dutra Santana

Paulo Santana

Da Agência Anhanguera

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O chute do volante Naldo, do Joinville, que acertou o lado direito da face do atacante Felipe Azevedo provocou mais estragos do que se imaginava. A pancada fraturou o maxilar e o assoalho da órbita (osso que faz a proteção do olho). Por isso, o jogador precisou passar por uma cirurgia, ontem de manhã, no hospital Celso Pierro.

A extensão da contusão exigiu quatro horas de trabalho da equipe do cirurgião buco-maxilo e otorrinolaringologista Nilesh Moniz. “Encontramos uma complexidade maior do que a esperada, mas o resultado final foi muito bom”, assegura Roberto Nishimura, chefe do departamento médico da Ponte Preta, que acompanhou a cirurgia.

Para corrigir a fatura do maxilar, os médicos fixaram o local com placa e parafuso. E, para fazer a reconstrução do assoalho da órbita, precisou ser feito enxerto de osso com tela bioabsorvível. “A previsão é de que leve de seis a oito semanas para consolidar a fixação”, diz Nishimura, prevendo que Azevedo poderá estar de volta aos treinos com bola somente em meados de janeiro do ano que vem. "Neste período, ele não pode fazer treino de alta intensidade", destaca.

A jogada que causou tantos danos no rosto do atleta aconteceu aos 11 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de falta da intermediária, o meia-atacante se abaixou para fazer o desvio e o volante acabou subindo demais o pé. Acabou acertando o rosto de Felipe com a canela. Recebeu cartão amarelo pelo lance perigoso.

O pontepretano ficou alguns minutos sendo atendido no gramado e recebeu um curativo no local do corte. Ainda tentou voltar, mas sentiu tontura e voltou a desabar em campo. Pediu para sair e, na descida para o vestiário, já era possível perceber o rosto bastante inchado.

Nos dias que sucederam a lesão, o clube tratou caso como inchaço natural, mas o quadro não melhorou. Depois de exames mais detalhados, verificou-se que a contusão era bastante complicada.

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Além de não poder contar com Felipe Azevedo, o técnico Felipe Moreira espera uma posição dos médicos para poder escalar Diego Oliveira no jogo com o Figueirense, quarta-feira, no Majestoso. O atacante, que é reserva imediato, reclama de contusão muscular na coxa esquerda.

Contra o Inter, na derrota por 1 a 0, o jovem Clayson foi o substituto e, apesar do resultado negativo, deixou boa impressão. “Esse tempo longo de treinos é bom porque conseguimos trabalhar mais algumas questões específicas dos jogos e do adversário. Os jogadores precisam se doar ao máximo”, disse.

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Paulo César Dutra Santana