Publicado 11 de Novembro de 2015 - 20h02

Por Paulo César Dutra Santana

Paulo Santana

Da Agência Anhanguera

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Em breve, o meia Renato Cajá estará de volta ao Majestoso. Mas, não será para a sua quarta passagem como jogador da Macaca. Ele pediu (e deverá receber) autorização da diretoria para passar por tratamento médico a fim de se curar de uma lesão no joelho, ocorrida em jogo de sua equipe Al Shabab, dos Emirados Árabes Unidos.

Ainda quando estava no Moisés Lucareli, Cajá não economizou elogios ao Imap (Instituto de Medicina e Avaliação da Performance), que funciona no estádio com equipamentos de última geração e profissionais de alto conhecimento científico para cuidar de atletas.

Estruturado com equipamentos que custaram R$ 1,3 milhão em 2009, o Imap pode atender ao meia da melhor maneira possível. O espaço atende atletas que precisam de treinamento de propriocepção, avaliação isocinética muscular e de força. E também consegue apurar o sinal elétrico muscular de ligamentos cruzado anterior e posterior de joelhos.

O Imap, que é gerenciado pelo médido Roberto Nishimura, está pronto para avaliar limiares respiratórios e metabólicos, composição corporal, velocidade, glicemia, colesterol e triglicérides, lactato sanguíneo, impulsão e saltos, além contar com um laboratório de análise de sangue.

A despedida

Cajá deixou a Macaca em julho depois da derrota por 2 a 0 para o Atlético-MG, pela 13ª rodada do primeiro turno do Brasileirão. Na ocasião, o meia era o artilheiro da equipe com cinco gols e figurava como um dos principais destaques da competição, segundo avalição de jornalistas de todo o Brasil.

A torcida ficou na bronca com sua saída repentida. Mas, se o atleta foi embora seduzido por uma proposta milionária irrecusável, a Macaca teve sua contrapartida e recebeu 2 milhões de dólares (quase R$ 8 milhões) como pagamento da multa contratual.

Cajá assinou contrato de três anos com salário em torno de R$ 600 mil mensais no mundo árabe. Para seu lugar, primeiramente, a diretoria trouxe os meias Felipe e Bady, ambos do Atlético-PR. Os dois não trouxeram os resultados esperados.

Felipe jogou pouco e, hoje, encontra esquecido no elenco. Bady, por sua vez, chegou a ter uma sequencia razovável, mas logo caiu de rendimento e também perdeu espaço.

O experiente Cristian foi quem resolveu o problema da camisa 10 da Macaca. Desde que o ex-jogador do Ituano entrou em cena, a Ponte voltou a ter boas apresentações e até chegou a entrar na briga por vaga para a Copa Libertadores.

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Paulo César Dutra Santana