Publicado 11 de Novembro de 2015 - 19h03

Por Shana Maria Maciel Pereira

Fotos Dominique

Shana Pereira

DA AGÊNCIA ANHAGUERA

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O Museu de História Natural, localizado dentro do Bosque dos Jequitibás, realizou ontem um treinamento de identificação e manejo de serpentes encontradas na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Participaram do curso cerca de 50 servidores da Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Na capacitação foram dadas noções teóricas, atividades práticas sobre as espécies peçonhentas e não peçonhentas, prevenção de acidentes e primeiros socorros.

O objetivo do treinamento para os agentes é que tenham conhecimentos para prestar apoio à população, agindo com segurança e garantindo a integridade física das pessoas e dos animais que, quando resgatados deverão ser encaminhados aos órgãos competentes, não cabe às instituições de segurança o abrigo desses animais. De acordo com a bióloga do museu, Denise Polydoro, os répteis estão fugindo cada vez mais para o espaço urbano, para se alimentarem, pois a desordem está ligado com o hábito e comportamento do homem como o desmatamento e acúmulo de lixo, o que facilita encontrar cobras nas áreas urbanas. Campinas, por exemplo, possui apenas 2,5% de área verde para os animais permanecerem na natureza, sendo os distritos de Sousas e Joaquim Egídio os maiores “pulmões verdes” da cidade. “O nosso espaço hoje é muito escasso. As pessoas tem que saber que o lugar de animal é na natureza e não em cativeiro”, disse a bióloga.

O curso de capacitação foi ministrado pelo estudante de veterinária Breno Jancowski, que faz parte da equipe do museu. Os dois principais assuntos abordados foram as técnicas de manejo e as espécies encontradas na região. Ele explicou que as cobras mais comuns peçonhetas são a jararaca e cascavel, e não peçonhetas são as jiboias, coral falsa e caninana. A ação foi desenvolvida também para buscar a prevenção e os cuidados necessários em acidentes com animais peçonhentos visando também levar os conceitos de uma educação ambiental, para se evitar a matança indiscriminada dos animais.

Os agentes aprenderam a utilizar os equipamentos para a captura e manuseio das cobras, caso tenham que lidar com essa situação. “É importante aprender esse procedimento de maneira mais clara. Assim poderemos evitar a lesão das pessoas e do animal” comenta Samuel de Andrade, 1º Tenente do Corpo de Bombeiros.

O guarda municipal, João Batista da Silva Neto, trabalha há 11 anos na base rural e não presenciou nenhum tipo de acidente. “Espero no dia-a-dia, nunca precisar passar por uma experiência assim” afirma.

Saiba mais:

O Museu de História Natural, abriga 12 espécies, entre peçonhetas e não peçonhetas

As cobras podem sobreviver de 15 a 20 anos em cativeiro

Elas ficam dias sem comer, pois como engolem o alimento inteiro, a disgestão é lenta

Em caso de acidente, a recomendação é de levar a vítima imediatamente a um hospital e não amarrar braços ou pernas e nem cortar ou chupar o local da picada

Serviço:

Endereço: Rua Coronel Quirino, 2

De terça-feira a domingo e feriados:

Das 9h às 12h e das 13h às 17h30

Quanto: R$ 2,00

Gratuito para pessoas a partir de 60 anos e crianças até 6 anos

Informações: (19) 3295-5850

Escrito por:

Shana Maria Maciel Pereira