Publicado 10 de Novembro de 2015 - 19h51

Por Shana Maria Maciel Pereira

Fotos: Dominique

Shana Pereira

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Após dez anos de abandono, foi reaberto ontem o Museu Dinâmico de Ciências de Campinas (MDCC), no portão 7 na Lagoa do Taquaral. O objetivo é adequar os espaços para receber eventos como oficinas, mostras e exposições cientificas e tecnológicas. A reabertura do local, fundado em 1982, ocorreu por causa de uma parceria da Prefeitura com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No espaço a população já pode visitar a exposição “Energia que Move”.

O MDCC divide-se em duas unidades e ocupam os prédios do Planetário de Campinas e o Espaço Ciência-Escola – locais de educação não-formal, que fazem parte das atividades desenvolvidadas pelo Museu. Para atrair o público geral e grupos escolares, a ideia é que o local tenha uma atmosfera científica e seja transformado em um espaço de lazer, onde as pessoas possam simultaneamente se entreter e instruir.

O Museu recebeu a recuperação do telhado, pintura, manutenção do piso, reparo dos jardins, estacionamento, instalação de rampas para cadeirantes e banheiros adaptados. A reforma dos prédios, custou cerca de R$ 21 mil. De acordo com secretário de Cultura de Campinas, Ney Carrasco, o projeto de recuperação vem sendo discutido nos últimos dois anos, e foi consolidado neste mês. “Não fizemos uma grande reforma, mas deixamos o espaço em condições para receber o público com conforto”, afirma.

O prefeito Jonas Donizette (PSB), lembrou que antigamente o espaço abrigava um orquidário, e permaneceu abandonado na última década. “Os prédios estavam muito deteriorados. Fizemos uma reforma para melhorar as condições acessibilidade de pessoas com deficiência”, disse. A Prefeitura se compromete gerenciar a parte da infraestrutura do MDCC e demanda de alunos da rede municipal. Já a Unicamp vai administrar as questões de conteúdo e mediações pedagógicas, realizando atividades para utilizar o espaço. “A localização do museu é privilegiada por ser dentro da Lagoa, onde recebe um grande número de visitantes aos finais de semana. O bom é que não será restrito somente para o uso escolar”, ressalta Ernesto Kemp, professor e diretor do Museu Exploratório da Unicamp.

Placas indicativas serão colocadas para facilitar o acesso ao Museu e informar a respeito das exposições e atividades no local. Para o chefe do Executivo, a recuperação de espaços públicos, a exemplo da Pedreira do Chapadão, Caravela, e agora o Museu, desperta na população o sentimento de reconquista.

Exposição:

A exposição “Energia que Move” que marcou a reabertura do Museu, apresenta a compreensão dos processos básicos de transformação da energia, desde os seus primórdios até as diversas formas de utilização pelo homem contemporâneo, foi essencial para o seu uso. O destaque, em especial, é da importância do Sol como nosso grande gerador de energia. Energia que, ao chegar à Terra sob forma de luz e calor, dá origem a quase todas as outras formas que utilizamos e, sobretudo, que mantêm a vida em nosso planeta. É por meio da energia dessa estrela, por exemplo, que os vegetais realizam a fotossíntese, transformando-se em alimento para outros seres vivos. Alguns dos marcos no uso da energia pela humanidade estão expostos através de quatro ambientes temáticos: Energia Natural, Geração de Energia, Energia Elétrica e Vida, onde demonstrações e maquetes apresentam alguns dos princípios básicos do uso de energia. A exposição é realizada pelo Museu Exploratório de Ciência da Unicamp.

Serviço:

Grupos escolares que quiserem visitar o Museu poder?agendar horários de segunda a sexta-feira das 9h às 17h pelo telefone (19) 3252-2598

Público geral poder?visitar no sábado das 13h às 17h e domingo 10h às 17h

Endereço: Av. Heitor Penteado s/nº

Lagoa do Taquaral, portão 7

retranca: Lei Cultura Viva

O prefeito Jonas Donizette (PSB) sancionou ontem a Lei Cultura Viva, que define ao menos 21 pontos de cultura abrangendo entidades sem fins lucrativos que desenvolvem ações culturais continuadas nas comunidades locais. No próximo ano, a sanção concedida pela Prefeitura, irá regulamentar as regras para publicar um edital, onde as entidades farão o cadastramento e uma autodeclaração para a disputa.

A nova legislação vai criar espaços para fomentar oficinas, movimentos e ações culturais em toda a cidade. O convênio com o Ministério da Cultura irá repassar cerca de R$ 2 milhões para as entidades.

A lei Cultura Viva é de autoria do vereador Gustavo Petta (PcdoB), e foi aprovada pela Câmara de Campinas no mês passado. Inédita no Brasil a lei, inspirada em Medellin, e segundo o autor, o conceito de cultura são os princípios da diversidade, tendo um olhar mais amplo para as crenças, memórias e histórias da cidade. “A lei só irá reforçar esses princípios e dar apoio essas culturas. A expectativa é que a lei seja executada o quanto antes”, ressalta o vereador.

O chefe do Executivo diz que a lei é muito importante para o município, e reforça trabalho conjunto do vereador com as forças culturais da cidade, garantindo a participação de todas as entidades nas decisões das políticas culturais. “É uma lei bastante detalhada, mas o básico é garantir a participação da população nas políticas culturais”, afirma.

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Shana Maria Maciel Pereira