Publicado 10 de Novembro de 2015 - 17h58

Por Paulo César Dutra Santana

Paulo Santana

Da Agência Anhanguera

[email protected]

Em meio a uma crise econônima que assusta o Brasil, a Ponte Preta faz projeções pra lá de otimistas para o próximo ano. Em reunião, anteontem à noite no Salão Nobre do Majestoso, 56 conselheiros presentes aprovaram por unanimidade o maior orçamento da história da Macaca para uma temporada. Ao todo, o clube prevê investir R$ 45,5 milhões em 2016, o que dá uma média de R$ 3,8 milhões por mês.

Nesta conta, estão somados todos investimentos para montagem e manutenção do futebol profissional e de base; custeio com folha de pagamento de funcionários; manutenção do estádio, unidade social do Jardim das Paineiras e Centro de Treinamento do Jardim Eulina; investindo em marketing, administração, encargos, alimentação, pagamentos de empréstimos, processos judiciais e parcelamentos de impostos.

Para poder investir tanto, a Ponte aposta em cotas de TV, patrocínios, premiações por objetivos alcançados em torneios, contratos de material esportivo, receitas com bilheteria, arrecadação com o programa TC10 , verba de material licenciado, dinheiro decorrente de transações de atletas, entre outras.

De acordo com os números divulgados pela assessoria, a Macaca pretende gastar 97% do que espera arrecadar em 2016, que foi estimado em R$ 45,5 milhões. O valor é um pouco mais do que foi aprovado na reunião (R$ 43,6 milhões), sendo que quase R$ 32 milhões irão diretamente para o futebol profissional.

Uma quantia que é quase R$ 10 milhões maior do que foi investido neste ano, que ficou em R$ 23,9 mi. O futebol alvinegro deverá custar R$ 2,7 milhões por mês, sendo que uma parte menor será usada para o Paulistão e a maior maior ficará para a disputa do Brasileirão, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana.

“Estamos prevendo aplicar 71% da receita total, permitindo ter uma gordurinha necessária para o caso de emergência no transcorrer do ano”, adianta, o diretor financeiro Gustavo Valio. “Cabe lembrar que esta peça atende exigências do Profut (programa de refinanciamento de dívidas com o Governo Federal), de que devem ser aplicadas no máximo 80% da receita bruta”, ressalta.

O diretor financeira ressalta que os números estão dentro da realidade da Macaca. “É preciso destacar que fizemos uma previsão com os pés bem fincados no chão, neste ano. Prevemos a entrada de R$ 2,6 milhões com negociação de jogadores, mas neste ano já foram R$ 6 milhões. Ou seja, fizemos uma previsão conservadora. Caso venham mais valores deste tipo de fonte, teremos mais lucros e a receita será incrementada”, descreve Valio.

Escrito por:

Paulo César Dutra Santana