Publicado 10 de Novembro de 2015 - 14h58

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

Eric Rocha (vai completar)

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Foto: Leandro

Ao menos dois mil caminhoneiros travaram uma das faixas e o acostamento, nos dois sentidos da Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), em Paulínia, ontem de manhã. O protesto é contra o governo federal, aumento de impostos e combustíveis e ocorreu na altura do km 132, perto da Replan. O movimento começou por volta das 6h30 com a queima de pneus e o fechamento das vias com um caminhão atravessado. O protesto foi pacífico, sem a ajuda do sindicato, e recebeu apoio de integrantes do Campinas é Intervenção e Campinas/Intervenção é União.

Apenas a faixa da esquerda da pista foi liberada para a passagem de veículos de passeio, ambulâncias, motos e ônibus. A passagem também estava liberada para cargas de produtos perecíveis, hospitalares e de carga viva. “A principal carga é o combustível neste momento, pois sem combustível as pessoas não podem sair, sem contar que prejudica o transporte. Se não haver abastecimento dos postos, em dois dias haverá falta de combustível”, disse a integrante do movimento Campinas é Intervenção, Marilene D´Ottaviano. “A presidente Dilma declarou que os motoristas não param o Brasil, mas ela está enganada”, falou o motorista Marcelo Ferreira de Lima.

Por volta das 9h30, o protesto atingia cerca de 4km da pista nos dois sentidos. A Polícia Militar Rodoviária acompanhou a movimentação e os manifestantes disseram que não havia previsão de desocupação. Eles afirmaram que só deixarão a via após uma resposta do governo federal. “Queremos que o governo federal respeite nossos diretos. Não temos frete e o pedágio é uma fortuna. E o diesel? Não tem condições de trabalhar. Estamos cansados de corrupção”, disse o caminhoneiro Marcelo Prado, de 46 anos, que participa do ato.

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, os manifestantes fecharam a faixa da direita e o acostamento da pista no sentido Cosmópolis, às 6h30. Em seguida, os motoristas também bloquearam o sentido Campinas da via, por volta das 8h30. Por conta de ser horário de pico, houve lentidão no trânsito.

O tenente da Polícia Rodoviária, Fernando de Souza, disse que não há previsão para encerramento do protesto, mas considerou tudo pacífico. “A polícia vai ficar no local até o fim. Nossa preocupação é com a maior parte da carga, pois trata de produção perigosa”, observou.

Apesar de estar com uma faixa liberada, a Polícia Rodoviária pede para os motoristas de carros de passeio evitar a rodovia.

As principais rotas alternativas são: no sentido Campinas, a opção é acessar a SP-133 no km 145 da Zeferino Vaz, e seguir para a via Anhanguera. Quem segue no sentido Paulínia, pode acessar a Anhanguera no km 126.

Limeira

O movimento antigoverno começou em todo Brasil na noite de segunda-feira. Na região, os motoristas fizeram um protesto na Rodovia Anhanguera (SP-330), em Limeira. A manifestação durou três horas e no fim da noite as pistas foram desocupadas após um acordo com policiais e um advogado.

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Alenita de Jesus