Publicado 09 de Novembro de 2015 - 19h57

Por Alenita de Jesus

Os vereadores de Campinas mantiveram ontem por 19 votos a dois os vetos ao projeto de lei que criou o “Dia da Glória Campineira”, uma referência ao título brasileiro de 1978 conquistado pelo Guarani. No mês passado, o prefeito Jonas Donizette (PSB) vetou parcialmente o texto ao barrar dois artigos que dariam atribuições e criariam despesas ao Município por causa da comemoração da data. Segundo a Prefeitura, os trechos vetados são inconstitucionais. Votaram contra o veto o autor da proposta, Cid Ferreira (SD), e o vereador Jaírson Canário (SD).

“Não é da alçada do Executivo entrar no mérito da nomenclatura da homenagem. Mas, sim, com relação ao uso de verba pública, o que eu não julgo pertinente”, afirmou Jonas na época.

O veto parcial ao projeto já havia sido anunciado pela Prefeitura e atingiu os artigos 3º e 4º. O primeiro previa que o Executivo municipal deveria incluir o “Dia da Glória” no calendário de eventos oficiais do Município e também promover os festejos em conjunto com membros indicados pela diretoria do clube de futebol. O segundo estabelecia que “as despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações próprias consignadas no orçamento vigente, suplementadas, se necessário”.

A proposta, assinada por Ferreira, foi votada em turno único em 14 de setembro e não houve discussão entre os parlamentares sobre o seu teor na ocasião. O projeto acirrou os ânimos entre as torcidas e chegou a gerar um confronto entre bugrinos e ponte pretanos em frente ao Legislativo 11 dias depois. Um motoqueiro de 35 anos, que passava pelo local, foi atingido por uma bomba caseiro e ficou gravemente ferido.

Escrito por:

Alenita de Jesus