Publicado 09 de Novembro de 2015 - 17h18

Por Jaqueline Harumi Ishikawa

Fotos: Elcio Alves

Jaqueline Harumi

Da Agência Anhanguera

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As histórias por trás das ferrovias da região de Campinas começam a ser eternizadas pela Coordenadoria da Estação Cultura e pela Associação da Preservação da Memória da Companhia Paulista (APMCP), que juntas organizam o oitavo volume do livro “Meu Pai Foi Ferroviário” com relatos de profissionais da área e familiares para publicação no ano que vem. O primeiro volume foi publicado em 2006 em Jundiaí pelo administrador de empresas Eusébio Pereira dos Santos, que foi gerente de treinamento de Ferrovia Paulista SA (Fepasa) por dez anos e um dos fundadores da APMCP, que existe desde 2000. Desde então, foram relatadas aproximadamente 420 histórias, inclusive além das fronteiras brasileiras.

A edição campineira começou a ser desenvolvida em maio e até agora os pesquisados da Coordenadoria da Estação realizaram ao menos 20 entrevistas com ferroviários ou familiares, que relataram histórias do trabalho e convívio nas estações, companhias, linhas e vagões das ferrovias que passam ou passaram por Campinas. No entanto, a meta é conquistar outros 40 entrevistados a tempo de publicar o livro no Dia do Ferroviário, comemorado em 30 de abril. “Não precisa ser pai, pode ser parente. A ideia é trabalhar a memória afetiva”, frisa a coordenadora da Estação Cultura, Maria Cecília Campos, que espera receber também curiosidades, causos, episódios engraçados, amorosos e sentimentais.

Segundo o engenheiro civil Foster Moz, que atua na manutenção da Coordenadoria da Estação há 13 anos, o foco do oitavo volume está nas três ferrovias que cortavam a região: a Sorocabana (1870-1997) ligava São Paulo, Ourinhos até Presidente Epitácio; a Paulista (1872-2001) passava por Jundiaí, Americana, Limeira e Itirapina, onde havia bifurcação, pegando São Carlos, Araraquara até Santa Fé do Sul e Jaú, Pederneiras até Panorama; e a Mogiana (1874-1997) abrangia Campinas, Jaguariúna, Mogi Mirim, Aguaí, Ribeirão Preto, o Triângulo Mineiro até Brasília.

O idealizador do projeto está satisfeito com o desdobramento em Campinas e já tem planos para Sorocaba e até mesmo um documentário. “Tenho uns 500 pedidos esperando para serem publicados”, completa Santos.

Como participar

Quem tem algum familiar ferroviário e pode colaborar com o projeto pode marcar uma entrevista na Estação Cultura e a partir dessa conversa a equipe elaborará o texto em conjunto com o participante ou enviar um texto de até três páginas com a história que passará por adequação dos organizadores. Caso prefira a segunda opção, o autor do texto precisa abordar a trajetória, a profissão, as lembranças e como as ferrovias marcaram e atuavam no cotidiano das pessoas. A equipe da Estação pede também uma foto da pessoa homenageada, se possível em alguma situação relatada.

O contato pode ser feito pessoalmente ou por telefone na Estação, de segunda a sexta-feira das 8h às 12h e das 13h30 às 18h. O estacionamento fica na Rua Francisco Teodoro, 1050, na Vila Industrial, e as ligações podem ser feitas nos números (19) 3705-8004, 3705-8028 ou 3705-8027, com Luiz Eduardo ou Foster. Outra possibilidade é envio de e-mail para [email protected] ou correspondência para a Estação – Praça Marechal Floriano Peixoto, s/n, CEP 13013-120, Campinas-SP. Nestes dois casos, é preciso deixar os contatos pessoais (e-mail, telefone, endereço) e uma autorização de uso, revisão e alteração do material desde que justificada pelos organizadores ao autor da história, visto que o processo de formatação do livro pode exigir algumas mudanças. Os organizadores também pedem material fotográfico, que será copiado e devolvido, pois fará parte do acervo da APMCP e uma fotografia será selecionada e editada junto com a história.

Escrito por:

Jaqueline Harumi Ishikawa