Publicado 09 de Novembro de 2015 - 14h56

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

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Foto: Facebook

Uma dona de casa de 25 anos, moradora em Monte Mor, morreu após beber lança-perfume. Segundo consta no boletim de ocorrência registrado no plantão policial de Hortolândia, Stefanny Jaqueline Sebastião dos Santos estava com um amigo, um conferente de 23 anos, em um bar quando ela se enganou e pegou um frasco da droga que estava nas mãos do rapaz e ingeriu achando ser bebida. Ela foi socorrida pelo próprio rapaz a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Jardim Amanda, depois transferida para o Hospital Mário Covas, onde não resistiu e veio a falecer. O caso foi registrado como não-criminal, mas será investigado pela Polícia Civil local. A moça era separada e mãe de gêmeas, que vão completar três anos.

Na noite da sexta-feira, Stefanny avisou a família que ia em uma festa com um grupo de amigos, em uma chácara, sem dar detalhes do local. Os parentes só souberam do estado grave de saúde da jovem na manhã do sábado, quando ela já estava na UTI do hospital. Segundos relatos do conferente à polícia, ele e Stefanny participaram de uma festa em uma chácara, sem citar endereços, onde beberam muito e depois seguiram para alguns bares, onde seguiram bebendo. Em dado momento, a moça teria pego uma garrafa que estava na mão dele e bebido. Porém, ele teria tirado das mãos dela e dito que aquilo não era de beber, mas sim lança-perfume.

Poucos minutos depois, a dona de casa começou a passar mal e desmaiou. “A gente não vai saber nunca o que realmente aconteceu. A Stefanny morreu e não está aqui para dar a versão dela. Os amigos deram a versão deles”, desabafou a tia, a dona de casa Isa de Castro, de 50 anos.

Segundo a tia, a jovem era baladeira, mas não usava drogas. “Ela bebida às vezes, quando saía com os amigos. Stefanny gostava de viver a vida, mas a gente sempre a aconselhava para tomar cuidado com as amizades e as noitadas”, disse.

A jovem morreu por volta das 23h do sábado e seu corpo foi enterrado anteontem à tarde no Cemitério da Saudade, em Sumaré. O laudo com a causa da morte deve ficar pronto em 30 dias. No atestado de óbito consta como causa de morte indeterminada.

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Alenita de Jesus