Publicado 10 de Novembro de 2015 - 16h37

Por Vilma Gasques - Especial para Metrópole

Below view of happy children embracing each other and smiling at camera

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Below view of happy children embracing each other and smiling at camera

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O papel da escola não se limita às suas paredes e à dinâmica em sala de aula. Cabe a ela organizar trabalhos voltados para o desenvolvimento da comunidade e valorizar a relação social escola/entorno, com a participação das famílias dos alunos e de moradores do bairro.

A atuação da escola mudou; não é mais centralizada em si mesma e se abre cada vez mais ao diálogo, abandonando conceitos cristalizados. Quanto mais se aproxima dos pais, mais mantém com eles uma parceria afinada e alcança a identidade cultural do estudante, os aspectos sociológicos que o cercam e uma aprendizagem real e efetiva.

A professora Luana Almeida, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), diz que a desmotivação do aluno é provocada por vários aspectos, entre eles a distância entre a sala de aula e o seu cotidiano. A escola, portanto, deve criar um ambiente que tenha a ver com seu mundo, evitar o choque cultural e que o estudante se sinta um estranho no ninho.

Para isso, cada instituição deve encontrar um canal de comunicação com a comunidade e estimular os pais a participarem do dia a dia da escola e de sua gestão, transformando-os em aliados. É importante rediscutir suas propostas curriculares e elaborar projetos educativos que a referendem na sua comunidade em termos de atuação social. A professora diz que o projeto educativo de uma escola é algo macro, político-pedagógico e com linguagem que democratiza e amplia o conhecimento num entrelaçamento com a comunidade.

Isso se traduz em trabalhos coletivos articulados, envolvendo escola, alunos, pais e comunidade numa metodologia interativa e de cooperação. É a escola se inserindo em sua realidade, promovendo efetivo desenvolvimento social de sua comunidade mais próxima.

Escrito por:

Vilma Gasques - Especial para Metrópole