Publicado 09 de Novembro de 2015 - 11h08

Por Vilma Gasques

Quanto mais ativos os pais, maior a chance de o filho tirar boas notas e terminar uma faculdade

Foto ilustrativa/ reprodução

Quanto mais ativos os pais, maior a chance de o filho tirar boas notas e terminar uma faculdade

A participação dos pais na educação formal está em alta. Há um consenso entre educadores, professores e estudiosos sobre os efeitos no desempenho dos alunos. Quanto mais ativos os pais, maior a chance de o filho tirar boas notas e terminar uma faculdade.

Nas últimas décadas, mãe, pai ou responsável passaram a ser personagens estratégicos para políticas públicas de educação em diversos governos. Do lado das escolas, os esforços para engajar os responsáveis não são menores.

Não é fácil, porém, encontrar parâmetros para saber em que medida o envolvimento da família ajuda na nota. O desempenho escolar é afetado por muitos fatores. Passa pela qualidade do professor, do ambiente da sala de aula, do material didático, da vizinhança em que a escola está e das condições econômicas da família, entre outros.

Por isso, nas pesquisas atuais, a busca é para tentar entender como o comportamento dos pais pode influenciar não só no desempenho acadêmico, relacionado ao boletim, mas o desempenho escolar como um todo, que envolve o comportamento do aluno na escola.

O movimento Todos Pela Educação, fundado em 2006 com a missão de contribuir para que todas as crianças e jovens tenham direito a educação básica de qualidade, fez um estudo inédito no Brasil e identificou as atitudes comuns às famílias de crianças e jovens que se destacam na escola.

A conclusão não é uma novidade, mas certifica o que todos já sabem: são atitudes simples, como colocar a escola nas conversas do dia a dia e valorizar o conhecimento, que fazem a diferença.

Isso se traduz em ajudar o filho a resolver uma equação matemática, por exemplo, e pode transformar o potencial acadêmico dos alunos.

Ações como ir às reuniões de pais, conferir os cadernos, ler com os filhos as matérias escolares e os livros didáticos são sempre positivas. Em resumo, demonstrar interesse pelos estudos dos filhos é fundamental para que eles se sintam valorizados e se desenvolvam de forma segura e com boa autoestima.

Exemplo de participação

Silvia Chitacumula conta que, ao lado do marido, sempre esteve junto das filhas, incentivando-as a fazerem seu melhor no processo de ensino-aprendizagem.

“Sempre participei da vida escolar das meninas, desde a Educação Infantil. Além de ir a festas e reuniões escolares, sempre ajudei na organização das tarefas e mostrei como estudar. Isso deu segurança e responsabilidade a elas para passarem pelos desafios que a educação impõe sem grandes conflitos”, observa.

Participação e exemplo são as palavras-chave para o sucesso da relação família/escola, afirma a mãe. “Lemos muito e procuramos, na medida do possível, mostrar a elas que organização, planejamento e disciplina fazem a diferença nos resultados do que nos propomos a fazer”, ensina.

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Vilma Gasques