Publicado 09 de Novembro de 2015 - 9h35

Por Renata Passos

Renata Passos, especialista em coaching

AAN

Renata Passos, especialista em coaching

 Gosto de rede social. Aprecio a invenção, a rapidez, a autonomia e a "voz" que ela dá ao usuário. De verdade, fico encantada cada vez que aprendo - ou tento - usar alguma rede nova.

Tenho duas professoras particulares, bastante exigentes e com paciência para ensinar cada passo. Elas não permitem que eu avance para o próximo passo sem ter dominado completamente o que já foi ensinado.

 Através delas, fico sabendo as ultimas novidades, aquelas que não têm impacto nenhum na economia mundial, mas que todos estão comentando. Entendo até algumas linguagens. Mais um privilégio de filhos adolescentes: ou aprendemos com eles ou nossa comunicação fica impossível.

 Assim como quero, gosto e preciso entender a linguagem e todo o universo da comunicação e das novas formas de relação, aprendizado e consumo das minhas filhas para garantir um relacionamento próximo, penso que é fundamental que o profissional aprenda a linguagem de seu cliente.

É quem tem o maior interesse que aprende sobre o universo do outro e não ao contrário.

Dias desses, navegando em uma rede, li um comentário de um empresário oferecendo seu produto. Ele fazia sua propaganda nos comentários da foto de aniversário que esta amiga postou!

Acertou o público (ela tem o perfil de cliente que compra seu produto), mas errou feio a hora e o lugar.

Mesmo que seu produto seja sensacional, atirou no alvo certo com munição e arma errada!.

Neste caso ainda, tratando-se de adolescente, também errou o lugar. Existem as redes sociais que eles preferem e fazem uso mais constante.

Algumas lojas ainda seguem enviando mensagens pelo celular anunciando suas promoções. Resultado bem abaixo do que poderiam ter.

As redes servem para alimentar relacionamentos virtuais. Não dá para usá-las como se fossem os antigos outdoors.

Lojas pecam por não entender isso. Postam uma foto de uma nova coleção, as amigas curtem, mas poucas compram. As vendas poderiam ser muito maiores se contassem uma história. Não da roupa, mas de alguém, de um momento, de uma aventura, situação corriqueira ou qualquer coisa que estabeleça conexão.

As marcas que mais vendem no mundo estabeleceram relação com seus seguidores. Nem sempre são as melhores, mas com certeza souberam relacionar-se com seu público alvo.

A forma de estabelecer e manter relações mudou - e vai mudar ainda mais.

Por isso os vídeos de poucos segundos fazem tanto sucesso. Contam alguma coisa que esta acontecendo naquele momento.

As empresas de comunicação terão que se reinventar mais e mais a cada dia. Sensibilidade e percepção muito aguçadas farão toda a diferença.

Não basta uma arte formidável. A história tem que ser incrível.

Ah, e caber em segundos!

Como aguçar sua percepção para identificar se sua marca sabe "falar" com seu público?

1.Qual seu público alvo? Todo mundo é muita gente. Selecione.

2.Como este público se relaciona em redes sociais? Quais eles usam com maior frequência? Atente que muitas pessoas mantêm contas em várias e não utilizam nenhuma efetivamente.

3.O que este público faz nas horas de lazer?

4.Sabe fazer uma lista do tipo de profissional que mais usa seu produto ou serviço?

5.Quais são seus hábitos?

Se não conhecemos bem nosso cliente, a chance de errarmos na comunicação é muito grande.

Quer um conselho? Uma área do seu negócio que vale cada centavo de investimento é a comunicação. Economize nas compras, selecione fornecedores, mude de endereço para pagar aluguel mais baixo, divida casa com outros profissionais, mas não tire dinheiro do lugar que pode te trazer mais!

Se existe uma economia pouco inteligente é essa: a da comunicação!

A questão não é cortar, nem diminuir, mas acertar o alvo com estratégias inteligentes.

Agora, com licença que sigo um profissional que estará ao vivo em cinco minutos, respondendo minhas dúvidas pelo Periscope.

Enquanto ele não "entra no ar", me divirto assistindo os vídeos de uma blogueira fera no Snapchat.

Simples? Claro que não! Mas muito, muito, muito divertido!

Escrito por:

Renata Passos