Publicado 16 de Novembro de 2015 - 10h06

Por France Press

A causa? A explosão de artefatos, explicaram fontes policiais à AFP

BERTRAND GUAY

A causa? A explosão de artefatos, explicaram fontes policiais à AFP

Uma multidão entrou em pânico no centro de Paris neste domingo, após a explosão de artefatos e de uma bombinha ou dispositivo de calefação em um terraço, ruídos que foram confundidos com disparos.

Depois do barulho, que semeou pânico geral, dezenas de pessoas que prestavam homenagens às vítimas dos atentados da sexta-feira saíram correndo para procurar refúgio em lojas e cafés, enquanto outras se atiraram nas águas de um canal vizinho.

"Estávamos cantando com um grupo de jovens e todo mundo começou a correr. Realmente não havia outra opção, fomos levados pela multidão", contou à AFP Laurine, de 23 anos, que foi à Praça da República, em Paris, homenagear as vítimas dos ataques, juntamente com outras centenas de pessoas.

"Estava com o meu irmão. Ouvimos uma explosão ou um barulho parecido", relatou Ibrahim, também de 23 anos, que perdeu de vista o irmão na confusão.

A causa? A explosão de artefatos, explicaram fontes policiais à AFP.

Cenas similares se repetiram em algumas ruas do bairro do Marais, no centro, desta vez por causa da explosão de uma bombinha ou dispositivo de calefação em um terraço. Uma australiana em pânico garantia ter visto um homem armado. Era um policial civil.

'Teve gente que se atirou no canal'

Perto do restaurante "Le Carillon", um dos alvos dos atentados, ouviram-se gritos, as pessoas pisaram velas e flores. No canal do Ourcq, a poucas centenas de metros dali, outros se atiraram na água, comentou à AFP um agente de segurança.

Duas testemunhas a bordo de um carro, Lucille Boitelle e Nicolas Matelot, disseram ter "visto gente correr (...) gente cair, mas não vimos se se atiraram" no canal.

"Demos meia-volta sem pensar, vimos alguns policiais, dissemos que havia disparos. Deixamos o carro junto do canal e entramos no primeiro café" que encontramos, disseram.

Os clientes sentados nos terraços dos cafés, perto da praça de Estalingrado, mais ao norte, seguiram o movimento de pânico virando mesas e deixando copos caírem.

Christophe Girard, prefeito do 4º distrito, que assistia a uma missa na catedral Notre-Dame-de-Paris, recebeu uma mensagem de texto, alertando-o sobre "disparos perto da prefeitura" e depois outras "mensagens alarmistas". Foi ao local "para discutir, tranquilizar, acalmar os vizinhos", disse à AFP.

"As crianças caíam, as pessoas pisavam umas nas outras, podia ter havido feridos graves", disse um policial. "Vir aqui nasce de um sentimento bom, mas não se dão conta... Quando temos patrulhas aqui, são efetivos a menos para se dirigir a outros lugares", acrescentou.

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