Publicado 10 de Novembro de 2015 - 21h11

Por France Press

O prefeito Jonas, a primeira-dama Sandra Ciocci e Edgar Garlade, do Primavera

Dominique Torquato

O prefeito Jonas, a primeira-dama Sandra Ciocci e Edgar Garlade, do Primavera

O papa Francisco concluiu nesta terça-feira (10) sua primeira visita à região da Toscana, no coração da Itália, com um forte chamado à Igreja italiana para evitar cair "na obsessão pelo poder e pelo dinheiro".

"Não devemos estar obcecados pelo poder, mais ainda quando este toma a face de um poder útil e funcional à imagem social da Igreja", advertiu o papa argentino aos cerca de 2.500 representantes da Igreja católica italiana, reunidos em Florença (centro) para o V Congresso Nacional Eclesiástico.

As palavras do Papa soaram como uma nova resposta ao recente escândalo gerado pelas revelações em dois livros sobre corrupção, desvio de dinheiro e a inércia que reinavam no Vaticano, quando ele foi eleito em 2013.

Francisco, que no domingo (8) se comprometeu publicamente a seguir adiante com a reforma do Vaticano apesar das resistências internas, aproveitou o encontro em Florença para reiterar que entende promover uma Igreja "humilde, simples, aberta a escutar".

"Evitemos, por favor, nos trancar em estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nas comodidades em que nos sentimos tranquilos", assegurou.

"Nosso dever é trabalhar para fazer deste mundo um lugar melhor e lutar. Nossa fé é revolucionária por um impulso que vem do Espírito Santo", acrescentou.

O papa pediu à igreja italiana, afetada pelas denúncias contra vários cardeais pela vida privilegiada que levam, que seja "cada vez mais próxima dos abandonados, dos esquecidos, dos imperfeitos".

Francisco os convidou a seguir o exemplo de Francisco de Assis.

Escrito por:

France Press