Publicado 10 de Novembro de 2015 - 17h58

Por Agência Estado

Dilma não conversou com o ministro da Justiça e nem deve conversar

EVARISTO SA

Dilma não conversou com o ministro da Justiça e nem deve conversar

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira (10), que a obstrução de estradas por caminhoneiros é criminosa, pois priva a população e setores da economia de alimentos e combustíveis. "Reivindicar nesse País é direito de todo mundo. Nós construímos a democracia para que isso não fosse crime. Agora, esse é um País responsável. Interditar estradas, comprometer a economia popular, desabastecendo de alimentos e combustíveis, isso tem componente de crimes já previstos. Vamos garantir que não haja qualquer prejuízo para a economia popular. Obstruir é crime", declarou Dilma.

A presidente visitou as obras da linha 4 do metrô do Rio, projeto do governo estadual financiado pela União. Ela esteve na estação subterrânea do Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca e na ponte estaiada por onde os trens poderão ser vistos na superfície.

Na estação, cumprimentou 12 operários e, cercada pelo governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, entre outras autoridades, exclamou: "Está maravilhoso".

Depois falou à imprensa sobre a importância da extensão do metrô em direção à Barra para os Jogos Olímpicos de 2016 e fez questão de se posicionar sobre a manifestação dos caminhoneiros nas rodovias. Foi a única pergunta que Dilma respondeu.

Multa

O governo vai endurecer as punições para os caminhoneiros. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou nesta terça-feira, que o novo valor da multa para quem bloquear estradas será de R$ 5.746,00, valor antes fixado em R$ 1.915,00. Quem organizar eventos terá de pagar R$ 19.154,00

Além disso, aqueles que receberem multas também não poderão tomar crédito para a compra de veículos por dez anos, informou o ministro. Uma medida provisória que prevê as novas penas será editada pelo Planalto.

O objetivo do governo é tentar evitar que a greve acirre os ânimos no País e provoque desabastecimento em algum setor. A ordem é não deixar que estradas sejam fechadas, impedindo o direito de ir e vir das pessoas. Para isso, a Força Nacional irá auxiliar a Polícia Rodoviária Federal (PRF) na desobstrução das estradas, disse Cardozo.

Alguns dos líderes dos caminhoneiros seguem para Brasília, mas não há previsão se o governo vai recebê-los ainda.

Escrito por:

Agência Estado