Publicado 09 de Novembro de 2015 - 8h15

Por AFP

Sua validade parece efêmera diante da já anunciada impugnação do governo espanhol do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy.

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Sua validade parece efêmera diante da já anunciada impugnação do governo espanhol do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy.

Os independentistas da Catalunha pretendem declarar na segunda-feira (9) o início de um processo de secessão nesta região do nordeste da Espanha e sua desobediência às instituições nacionais, elevando ao nível máximo o enfrentamento político com Madri.

Com maioria absoluta no Parlamento catalão após as as eleições regionais de 27 de setembro, os partidos independentistas aprovarão na segunda-feira uma resolução para "declarar solenemente o início do processo de criação do Estado catalão independente em forma de república", que será proclamada em 2017.

O texto, contestado por toda a oposição, deverá ser debatido e aprovado a partir das 7h (Brasília) com o apoio da coalizão 'Juntos por el Sí' (62 deputados) do presidente regional conservador Artur Mas e da esquerda anti-capitalista CUP (10 deputados).

Sua validade parece efêmera diante da já anunciada impugnação do governo espanhol do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy.

"O imediatismo da atuação do governo será absoluto, nesta mesma semana será enviado o recurso ao Tribunal Constitucional", advertiu na sexta-feira sua vice-presidente, Soraya Sáenz de Santamaría.

A aceitação do recurso a trâmite por parte do tribunal implicaria a suspensão automática da resolução. O veredicto final será conhecido mais tarde, mas esta semana os juízes já insinuaram que, se aprovada, seria anulada.

A ação de Rajoy conta com a aprovação do partido socialista PSOE e do centro-liberal Ciudadanos, com cujos líderes se reuniu na semana anterior para forjar um pacto anti-secessão antes de embarcar na pré-campanha das eleições legislativas de 20 de dezembro.

Somente o partido de esquerda Podemos se distanciou, defendendo um referendo de autodeterminação para resolver este conflito que marcará a campanha e a próxima legislatura.

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