Publicado 09 de Novembro de 2015 - 18h52

Por Luís César de Souza Pinto/Especial para a Metrópole

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Conte até três. Esse é o tempo que o velocímetro da nova Ferrari F12 TDF leva para sair do zero e cravar os 100km/h. Para ser exato, são 2,9 segundos. O nome desse novo bólido é uma homenagem ao Tour de France, corrida que a Ferrari dominou entre os anos de 1950 e 1960. Com fabricação limitada a 799 unidades, o modelo ainda não foi colocado à venda, mas é provável que seu preço seja tão estratosférico quanto sua performance.

A F12 TDF mostra como é impressionante a capacidade que os projetistas da Ferrari têm de criar carros cada vez mais surreais. O lançamento concentra inovações técnicas que sintetizam o DNA da marca italiana (motor, aerodinâmica e dinâmica do veículo) e o resultado em termos de aceleração, aderência e agilidade é um modelo inigualável.

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Comparada à F12 Berlinetta, introduzida no mercado há cerca de três anos, a TDF tem 40 cavalos extras de potência – são 780 no total. Para fazer pulsar toda essa cavalaria debaixo do capô, o modelo possui motor 6.3 litros V12 aspirado. O câmbio de dupla embreagem e seis velocidades teve relações encurtadas em 6% e proporciona trocas de marcha até 40% mais rápidas. Graças a esses aperfeiçoamentos, a aceleração de 0 a 200km/h ocorre em apenas 7,9 segundos. A velocidade máxima é de 340km/h, limitada eletronicamente.

Além do motor V12, outro destaque da TDF é o visual customizado. A carroceria do superesportivo traz aprimoramentos estruturais – há a utilização de fibra de carbono em vários pontos – e estéticos, que deram ao modelo uma postura sensual e agressiva, reafirmando o compromisso da marca em fundir beleza escultural e demandas funcionais.

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Salta à vista o amarelo da carenagem, mas detalhes como o spoiler maior e mais alto, as entradas de ar maiores, o difusor traseiro redesenhado e as novas rodas de 20 polegadas não passam despercebidos. A lista de alterações inclui, ainda, pneus dianteiros mais largos, novo sistema de direção do eixo traseiro e sistema Virtual Short Wheelbase, capaz de ajustar as rodas traseiras para melhorar o desempenho em curvas. Os freios receberam pinças especiais que permitem parar de 100km/h em 30,5 metros e de 200km/h em 121 metros.

Esportividade invade cabine

O interior da nova Ferrari transpira esportividade, a começar pelas saídas de ar-condicionado em formato de turbinas. O volante, similar ao de um carro de corrida, tem vários comandos acoplados, incluindo o botão de partida. O painel com detalhes em fibra de carbono abraça a posição do motorista, que tem uma visão completa e privilegiada de todos os instrumentos. Os painéis das portas receberam apliques em fibra de carbono, enquanto que o porta-luvas foi suprimido para reduzir o peso. Novos revestimentos em tecido e camurça sintética nos bancos dão toque de refinamento e exclusividade.

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Nome remete a corrida lendária

O Tour de France, que dá nome à Ferrari TDF, foi um lendário circuito de resistência das décadas de 50 e 60 que percorria vias tortuosas no Interior da França. Competindo com o modelo GT Berlinetta 250, a escuderia italiana ganhou quatro edições consecutivas da prova.

2,9 segundos - É o tempo que a Ferrari TDF leva para atingir os 100km/h.

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Luís César de Souza Pinto/Especial para a Metrópole