Publicado 12 de Novembro de 2015 - 5h30

Viracopos está entre os dez aeroportos que mais movimentaram passageiros no País em 2014, segundo a pesquisa “Transporte Aéreo de Passageiros” feita pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) e divulgada ontem.

O trabalho traz um raio-x da infraestrutura aeroportuária do País e do setor de aviação civil. O terminal de Campinas foi o 7 em movimentação e teve uma participação de 4,7% do total do sistema nacional em 2014, com 10,1 milhões de passageiros (considerando pagantes de passagens, tripulantes, autoridades e pessoas em trânsito; o dado oficial da Aeroportos Brasil Viracopos, que considera apenas os assentos pagos, é de 9,84 milhões em 2014).

De acordo com a pesquisa, o primeiro posto ficou com Guarulhos (18,1% do total do País), seguido por Brasília (8,5%) e Congonhas (8,3%). O estudo mostrou ainda que em 14 anos a quantidade de passageiros nos aeroportos explodiu em 210,8%, passando de 32,92 milhões para 102,32 milhões. O principal motivo foi a queda do preço das passagens no período - elas recuaram 43,1%, passando de uma média de R$ 580,58 para R$ 330,25.

Essa queda foi possível em decorrência da liberdade tarifária que permitiu às companhias fazer um melhor gerenciamento de suas receitas. Mas o custo poderia ser ainda mais competitivo se o custo da querosene de aviação (QAV) não fosse tão caro no Brasil, especialmente no abastecimento de voos domésticos. A pesquisa apontou que o gargalo no valor do combustível está nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aplicadas pelos Estados, cujos patamares variam de 11% a 25%.

A entidade defende uma alíquota única de no máximo 12%. Outros custos que pesam sobre as operações das aéreas são arrendamento, manutenção e seguro das aeronaves (17%) e tripulação (9,6%).

A CNT informou também que o Brasil melhorou 18 posições em infraestrutura aeroportuária no ranking do Fórum Econômico Mundial no último ano, passando da 113 posição para o 95 lugar. Entre os anos de 2013 e 2015, foram investidos R$ 8,4 bilhões pelas concessionárias em cinco aeroportos. No mesmo período, outros R$ 8,3 bilhões foram injetados pelo governo federal em 60 terminais em todo o País.

A confederação defende que a privatização dos aeroportos reforçou o sistema aeroportuário e teve reflexo na melhora de grandes terminais. Entre os anos de 2012 e 2013, foram concedidos os aeroportos de Guarulhos, Viracopos, Brasília, Galeão e Confins. Ainda assim, a CNT alertou que o País está muito atrás no ranking e que perde para países como Argentina (92), Chile (36) e África do Sul (14).