Publicado 14 de Novembro de 2015 - 19h05

Ugo Giorgetti é um cineasta singular diretor de filmes de enredos simples e desconcertantes, caso de Festa (1989), meu preferido do diretor. Mas Sábado (Canal Brasil, 19h25, 14 anos), de 1995, também é interessante. Nem tem uma história propriamente; alguns personagens são interpretados por figuras conhecidas do meio artístico e intelectual de São Paulo que vivem momentos de puro nonsense, caso de Jô Soares (homem na casa das máquinas), Tom Zé (papa-defunto), o músico André Abujamara (convidado do churrasco), o cenógrafo Gianni Ratto (homem morto) o músico Wandi Doratiotto (porteiro) entre outros. E tem o time de atores mesmo: Otávio Augusto (papa-defunto), Maria Padilha (diretora de arte) e Giulia Gam (platô, o faz-tudo num set). Mas há uma história. Equipe de publicidade ocupa o saguão do antigo Edifício das Américas, Centro de São Paulo, para a gravação de comercial. Mas um elevador quebrado obriga equipe e moradores a dividirem o mesmo espaço. Desse convívio forçado surgem pequenos incidentes que tornam esse sábado diferente de qualquer outro.