Publicado 14 de Novembro de 2015 - 19h05

Através das lentes de sua Leica M8, câmera preferida dos grandes “fotógrafos-artistas”, o cubano Mario Diaz capturou personagens pelas ruas de Campinas. As imagens foram transformadas na exposição Ilustre Desconhecido, que abre hoje no Museu da Cidade, onde ficará por dois meses. A mostra é composta por dez fotos, de 1,30m por 2,30m, impressas em PVC e afixadas nas janelas laterais do museu, de modo que os pedestres que transitarem pela Rua Lidgerwood, no Centro, possam vê-las.

Diaz registrou 30 ilustres desconhecidos, das quais selecionou um terço a fim de mostrar os diferentes tipos das pessoas que circulam pela cidade. “Foi uma experiência muito legal. Tem homens, mulheres, famílias, negros, brancos, orientais, gordos, magros, enfim, mostra a diversidade das pessoas de Campinas”, conta ele.

Entre eles, Ulisses Junior, o palhaço Costelinha, que o fotógrafo conheceu em uma festa, e o ator Mauro Braga, que se apresenta nas ruas como Casca Grossa, mal trajado, com uma maquiagem que o permite se passar por um homem sujo, que toca violoncelo. Fazendo pose de “dengoso”, que contrasta com seu corpanzil, está também um “ilustre desconhecido” chamado Fernando Balbino.

“Singulares”

Esses personagens foram abordados por Diaz e levados a um estúdio montado na Estação Cultura Prefeito Antônio da Costa Santos para serem clicados. “Pedi autorização para todos eles e depois vou mandar as fotos como presente”, afirma. “São personagens muito singulares”, completa.

O cubano, de 65 anos, chegou em Campinas há cerca de 45 dias para participar do 9 Festival Hércules Florence, com atividades realizadas durante o mês de outubro. A exposição Ilustre Desconhecido marca o encerramento do evento. Diaz acompanhou todo o festival, palestrou sobre os 115 anos da fotografia cubana na Estação Cultura e no Sindicato dos Químicos Unificados e disse ter ser apaixonado ainda mais pelo País. “O Brasil é minha segunda pátria. Somos muito parecidos”, faz questão de dizer. Ele até escolheu um “time do coração”, a Associação Atlética Ponte Preta, e prometeu voltar muitas outras vezes.