Publicado 12 de Novembro de 2015 - 19h05

É necessário deixar certas questões bem esclarecidas, para que ninguém se deixe levar por conclusões precipitadas: bons resultados de Os Dez Mandamentos à parte, a diferença entre Globo e Record, no quesito “produzir novela”, e valendo-se de uma referência geográfica, ainda é bem superior à distância do Egito ao Brasil. E isto em todos os itens. Não existem termos possíveis de comparação, embora vez por outra surjam tentativas de colocar as duas em uma situação de igualdade, há séculos de ser atingida. O mais justo é haver o reconhecimento que, graças aos esforços e ao trabalho dos seus profissionais, hoje a Record chegou ao seu maior sucesso na teledramaturgia. E ponto. Outros, com a mesma repercussão ou brilhantismo serão necessários para o seu esperado estabelecimento neste campo. O que a Record tem que fazer, e isto já foi aqui colocado zilhões de vezes, é se preocupar com a sua própria existência. Procurar, definitivamente, ser ela mesma e de vez esquecer que a Globo existe. Nem Freud explica tamanha fissura.