Publicado 12 de Novembro de 2015 - 19h05

Duas exposições simultâneas encerram a programação 2015 do Ateliê Lisa França, em Campinas. Algumas de Minhas Histórias, mostra com desenhos de Ivanildo Pereira, tem abertura no domingo, às 10h, enquanto A Face de Cristo, exposição coletiva idealizada por Mario Gravem Borges, tem vernissage na terça-feira, às 19h. A entrada das duas mostras é franca.

Natural de Minas Gerais, mas há anos radicado em Campinas, Ivanildo Pereira é autodidata. O artista trabalha como pedreiro, aproveitando os intervalos de sua jornada para fazer arte. Foi assim, inclusive, que ele foi descoberto, enquanto desenhava na hora do almoço. Mesmo sem conhecimento de arte, em seus trabalhos ele traz referências de diversos artistas, como Picasso, Tarsila do Amaral, Bottero, entre outros. A curadoria é de Valéria Scornaienchi.

Nomes como Alvaro Azzan, Synnöve Hilkner, Celia Paulino, Ana Maria Duprat, Laura Bassul e Rosana Amorim, por outro lado, criaram obras para a exposição coletiva A Face de Cristo. O idealizador Mário Gravem Borges, que é gravurista e presidente do Fórum Municipal de Cultura de Campinas, se envolveu tanto com a proposta que decidiu produzir uma obra inédita, que será sorteada aos presentes no vernissage.

Memória

E as novas exposições pela cidade não param por aí. Na Galeria de Arte da Escola Comunitária de Campinas, Norma Vieira abre hoje a mostra de fotografias Fruto Imemorial. Acostumada a fazer trabalhos sobre memória, inclusive de familiares, a artista resolveu fotografar diversas bananeiras numa fazenda, com o intuito de fazer um resgate da história dessa fruta.

“A banana é a fruta mais brasileira, até mesmo na cor ela faz referência ao País. Depois de fazer as fotos, comecei a pesquisar sobre ela, de onde veio, qual a história, entre outras coisas. E o que eu descobri é que há controvérsias em relação a origem da banana”, diz Norma.

Segundo ela, muitos defendem que a banana teria vindo do Oriente, chegando aos continentes através dos viajantes. Primeiro, ela foi para à Europa e, posteriormente, quando os viajantes vieram para as Américas, a fruta teria ficado por aqui. “Porém, há estudos que defendem que já tinha banana no Brasil quando os portugueses chegaram. Ou seja, se elas já estavam aqui, isso abre questões filosóficas, antropológicas muito relevantes.”

Norma, obviamente, não dá um resposta em sua exposição, já que o objetivo é outro. “As fotos muitas vezes nem são tão claras, óbvias, para gerar dúvidas. O fato é que a banana é parte da história do País e quero, com minhas obras, fazer as pessoas pensarem nisso, ter a curiosidade de pesquisar sobre ela.” Sete fotografias compõem a exposição, que ficará em cartaz até 12 de dezembro.